Corpo, Escola e Identidade

Guacira Lopes Louro

Resumo


Na tradição dualista, natureza e cultura
estão separadas, e o corpo, localizado no âmbito da natureza, é negado na instância
da cultura. Argumento contra esse pensamento dicotômico. Centralizando a análise
nas dimensões de gênero e sexualidade, passo em revista teorizações que vão do
determinismo biológico ao construcionismo social, buscando problematizar o uso
genérico e banalizado da expressão "construção social". Assumo que, tal como o gênero,
a raça ou a classe, a sexualidade também precisa ser compreendida no âmbito da história
e da cultura. Em conseqüência, algumas identidades gozam de privilégios, legitimidade,
autoridade; outras são representadas como desviantes, ilegítimas, alternativas. Fazendo
uso de depoimentos e registros etnográficos, demonstro como se dá a produção de
identidades "normais" e identidades "marcadas"; comentando, finalmente, os desafios
que a multiplicidade de grupos e "tribos" juvenis coloca para as análise dicotômicas e
polarizadas.


Palavras-chave


Corpo. Construcionismo Social. Sexualidade. Identidades "Normais" e Identidades "Marcadas"

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