Memória e perspectivas da semiótica no Brasil

Lucia Santaella

Resumo


Na concepção peirciana, ciência é aquilo que os cientistas vivos estão fazendo. Por isso, ciência não se confunde com conhecimento já colocado em prateleiras, mas se refere sim àquilo que está em processo de desenvolvimento e de continuidade. Tomando essa concepção como lema, o objetivo deste artigo é desenhar as linhas de força daquilo que os semioticistas atuantes estão realizando para manter viva a semiótica como campo do conhecimento e da pesquisa em ação no Brasil. Para isso, serão buscadas as principais sementes e alguns fios genealógicos que foram conduzindo os estudos até suas condições atuais. Ênfase será colocada nas instituições que dão guarida e garantem a legitimidade e visibilidade dos trabalhos realizados pelos pesquisadores e seus grupos. Portanto, não se trata aqui de levantar a produção específica, ou seja, colocar em discussão o conteúdo teórico bibliográfico dos autores semioticistas tanto brasileiros quanto internacionais que tiveram suas obras traduzidas no país. Trata-se, isto sim, de cartografar, colocando em relevo as linhas, tendências e os diferentes grupos de trabalho que brotaram em algum momento do tempo e que tiveram força suficiente para se manterem ativos, apontando com alguma segurança para perspectivas de continuidade no futuro.   


Palavras-chave


Memória. Pesquisa. Semiótica. Instituições.

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.19132/1807-8583201637.22-33



 

Intexto | E-ISSN 1807-8583 | Facebook | Google Scholar 

Classificação Qualis: B1 - Comunicação, Informação, História, Letras/Linguística  | B2 - Psicologia | B3 - Ciência Política e Relações Internacionais, Arquitetura, Urbanismo e Design, Ciências Ambientais, Interdisciplinar | B4 - Sociologia. 

Programa de Pós-graduação em Comunicação | Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Rua Ramiro Barcelos, 2705 sala 519 - Porto Alegre, RS, Brasil | E-mail: Intexto @ufrgs.br

 

 Membro Associação Brasileira de Editores Científicos 

 Signatária DORA (San Francisco Declaration on Research Assessment)