Freedom and Criminal Law as the ultimate ratio in the scenario of media criminal populism

A counterpoint with Hayek's vision

Authors

Keywords:

Freedom, media criminal populism, ultima ratio, Hayek, Criminal Law

Abstract

From the hermeneutic approach method, employing bibliographic and documentary analysis, this article focuses on freedom as a right of human beings in the Democratic State of Law, starting from a general context to the specific one, based on the 1988 Constitution and the declarations international institutions, highlighting the Universal Declaration of Human Rights of 1948, in addition to national and international doctrinal apparatus. In this scenario, Hayek's thinking allows an interesting counterpoint, since this author, previously analyzing freedom, draws an important parallel between the scope and appreciation of it and the knowledge that emerges from life in society. From these reflections, the crucial point of this work will be reached: the relationship between freedom and the ultima ratio character of Criminal Law in the mediatic penal populism. This phenomenon, by inciting a culture of war and a reactive State, corroborates the uncritical elevation of Criminal Law to the category of “source of expectations” as Hassemer calls it. It is concluded that the mistake in which this vicious circle resides distorts the purpose of Criminal Law, moving it away from the ultima ratio and bringing it closer to punitive and authoritarian aspirations, restricting human rights guaranteed by national and international normative instruments, such as the freedom.

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biographies

Marcela Cardoso Linhares Oliveira Lima, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Advogada. Graduada em Direito pela UFRN. Pós-Graduanda em Direito e Processo Penal pela ABDConst. Mestranda em Direito Constitucional pela UFRN. Colaboradora do Projeto de Pesquisa “Criminalidade Violenta e Diretrizes para uma Política de Segurança Pública no Estado do Rio Grande do Norte” (CNPq/UFRN).

Vladimir da Rocha França, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Advogado. Mestre em Direito Público pela UFPE. Doutor em Direito Administrativo pela PUC/SP. Professor Titular de Direito Administrativo pela UFRN.

References

ABI-ACKEL TORRES, Henrique. Política criminal contemporânea: o discurso populista na intervenção punitiva. Belo Horizonte: D’Plácido, 2018.

ALEXY, Robert. Teoria dos direitos fundamentais. Tradução de Virgílio Afonso da Silva. 2ª ed. São Paulo: Malheiros Editores, 2015.

BARROSO, Luís Roberto. Curso de direito constitucional contemporâneo: os conceitos fundamentais e a construção do novo modelo. 5.ed. São Paulo: Saraiva, 2015, p. 482.

BONAVIDES, Paulo. Curso de direito constitucional. 31. ed. atual. São Paulo: Malheiros, 2016.

BOTTOMS, Anthony. The Philosophy and politics of punishment and sentencing. In: CLARKSON, C. ; MORGAN, R. (eds.). The politics of sentencing reform. Oxford: Clarendon Press, 1995.

BRASIL. Decreto-lei nº 4.657 de 4 de setembro de 1942. Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro. (LINDB). Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del4657compilado.htm. Acesso em 30 mar. 2022.

CANOTILHO, José Joaquim Gomes. Direito constitucional e teoria da Constituição. Coimbra: Almedina, 2003.

CASARA, Rubens R. R. Mitologia processual penal. 1. ed. São Paulo: Saraiva, 2015.

FERNANDES, Bruno Lacerda Bezerra. Direitos fundamentais como limites ao dever-poder de punir do estado. 2016, 131f. Dissertação (Mestrado em Direito). Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Natal, 2016.

HASSEMER, Winfried. Por qué y con qué fin se aplican las penas?: sentido y fin de la sanción penal. Revista de Derecho Penal y Criminología, Universidad de la Rioja, n.3, p.317-334, 1999.

HAYEK, Friedrich A von. The constitution of liberty. Chicago: The University of Chicago Press, 1978.

HOBBES, Thomas. Leviatã. Tradução de Rosina D’Angina. São Paulo: Martin Claret, 2009.

JAKOBS, Günther. Direito penal do inimigo: noções e críticas. 6ª ed. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2015.

KANT, Immanuel. À paz perpétua. Porto Alegre: L&PM Editores, 2010.

KELSEN, Hans. Teoria pura do direito. Tradução João Baptista Machado. 6. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

MEDINA, Javier García. Teoría integral del derecho en el pensamiento de Miguel Reale. Valladolid: Ediciones Grapheus, 1995.

MIRANDA, Jorge. Manual de Direito Constitucional. Tomo VI. Coimbra: Coimbra Editora.

MORAES, Maurício Zanoide de. Presunção de inocência no processo penal brasileiro: análise de sua estrutura normativa para a elaboração legislativa e para a decisão judicial. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2010.

NEWBURN, Tim. Criminology. 2 ed. Londres: Routledge, 2013.

PAIVA, Luiz Guilherme Mendes de. Populismo penal no Brasil: do modernismo ao antimodernismo penal, 1984-1990. 2012, 178f. Tese (Doutorado em Direito). Universidade de São Paulo.

PRATT, John. Penal populism. London: Routledge, 2007.

RAMALHO, Tiago Rego. O conceito de Liberdade no pensamento de Friedrich Hayek. Universidade da Beira Interior. Covilhã: Lusofia press, 2016.

REALE, Miguel. Lições preliminares de direito. 27. ed. São Paulo: Saraiva, 2002.

ROSS, Alf. Direito e Justiça. Tradução Edson Bini. Revisão técnica Alysson Leandro Mascaro. Bauru: EDIPRO, 2000.

ROUSSEAU, Jean Jacques. O contrato social. Tradução de Paulo Neves. Porto Alegre: L&PM Pocket, 2010.

SARMENTO, Daniel. Dignidade da pessoa humana: conteúdo, trajetórias e metodologia. Belo Horizonte: Fórum, 2016.

SILVA, Kelly Cardoso da. Um discurso sobre direito penal de exclusão: direito penal do inimigo - aspectos jus-filosóficos e normativos. 2011, 141f. Dissertação (Mestrado em Direito). Universidade do Vale do Rio dos Sinos. São Leopoldo, 2011.

SILVA JÚNIOR, Walter Nunes da. Reforma tópica do processo penal: inovações aos procedimentos ordinário e sumário, com o novo regime de provas, principais modificações do júri e as medidas cautelares pessoais (prisão e medidas diversas da prisão). 3 ed. rev. e ampl. Natal: OWL, 2019.

SIQUEIRA, Mariana de. A Constituição e o antropocentrismo jurídico: há direito dos macacos no planeta dos homens? P. 102-116. In: MEDEIROS, Morton Luiz Faria de (coord.). O direito na arte: diálogos entre o cinema e a constituição. Organização de Fernanda Holanda Fernandes, Nathália Brito de Macedo, et al. Mossoró: Sarau das Letras, 2014.

ZAFFARONI, Eugenio Raul. A palavra dos mortos: conferências de criminologia cautelar. Coleção Saberes Críticos, vol.1. São Paulo: Saraiva, 2012.

Published

2022-07-10

How to Cite

LIMA, Marcela Cardoso Linhares Oliveira; FRANÇA, Vladimir da Rocha. Freedom and Criminal Law as the ultimate ratio in the scenario of media criminal populism: A counterpoint with Hayek’s vision. Revista Eletrônica de Direito Penal e Política Criminal, [S. l.], v. 10, n. 1, p. 7–20, 2022. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/redppc/article/view/123960. Acesso em: 14 sep. 2026.

Issue

Section

Artigos

Similar Articles

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 > >> 

You may also start an advanced similarity search for this article.