A função da mídia ocidental desde a Guerra Fria

um recorte teórico da Infocomunicação

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/1807-8583.151243

Palavras-chave:

mídia corporativa, informação, hegemonia informacional, big tech, vigilância digital

Resumo

Este artigo objetiva refletir histórica e teoricamente sobre o papel da mídia corporativa ocidental e sua instrumentalização político-ideológica desde a Guerra Fria até as primeiras décadas do século XXI, sob uma perspectiva sociológica e filosófica da Informação. A metodologia emprega abordagem histórica e bibliográfica, fundamentada na Teoria da Informação, na ética intercultural da informação e nos estudos sobre mediação, regimes e fluxos informacionais. Analisa-se a relação entre mídia, poder hegemônico e transformação digital, considerando a atuação das Big Tech na reorganização das disputas geopolíticas, culturais e simbólicas contemporâneas. O estudo evidencia que a mídia corporativa opera como aparelho de hegemonia, legitimando narrativas ocidentais em conflitos internacionais e influenciando processos de vigilância, controle social e formação da opinião pública. Destaca-se que o advento da Internet e das redes sociais digitais ampliou a capacidade de monitoramento, manipulação discursiva e intervenção política, reforçando disputas simbólicas e mecanismos de controle no ciberespaço. Conclui-se que a informação se tornou elemento estratégico central nas disputas sociais, culturais e políticas contemporâneas, mantendo e reorganizando práticas históricas de dominação e resistência no ambiente digital.

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Biografia do Autor

Bruno Nathansohn, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

Pesquisador visitante na Universidade Técnica de Brandemburgo (BTU), no Departamento de Estudos Urbanos, Alemanha (jun.-set. 2025). Pós-doutorado na Universidade Federal Fluminense (UFF), no Departamento de Ciências Sociais, sediado em Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, Brasil (jun. 2022 - jun. 2025). Doutorado no Programa de Pós-Graduação do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) (2014-2018). Mestrado em Ciência da Informação pelo IBICT (2001-2003). Especialização em Gestão Eletrônica de Documentos (GED), pela Unyleya e-learning (2018). Graduado em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO) (1995-1999); Graduada em Arquivologia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) (2009-2011). Membro dos seguintes grupos de pesquisa: no.ar Lab (UFF); Estudos Críticos em Informação, Tecnologia e Organização Social (Escritos / PPGCI-IBICT / CNPq); Refugiados e Sofrimento Social (Lab.CDOC-ARREMOS-Unirio). Tenho interesse nos seguintes temas: políticas de informação, regimes de informação, internet, gestão de documentos e informação, migração humana, refugiados, governança migratória, vigilância e memória coletiva. Além disso, exploro estudos transdisciplinares com foco em Humanidades Digitais, Análise de Dados e Ciência Crítica de Dados.

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Publicado

2026-09-28

Como Citar

NATHANSOHN, Bruno. A função da mídia ocidental desde a Guerra Fria: um recorte teórico da Infocomunicação. Intexto, Porto Alegre, n. 58, 2026. DOI: 10.22456/1807-8583.151243. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/intexto/article/view/151243. Acesso em: 28 set. 2026.

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