A função da mídia ocidental desde a Guerra Fria
um recorte teórico da Infocomunicação
DOI:
https://doi.org/10.22456/1807-8583.151243Palavras-chave:
mídia corporativa, informação, hegemonia informacional, big tech, vigilância digitalResumo
Este artigo objetiva refletir histórica e teoricamente sobre o papel da mídia corporativa ocidental e sua instrumentalização político-ideológica desde a Guerra Fria até as primeiras décadas do século XXI, sob uma perspectiva sociológica e filosófica da Informação. A metodologia emprega abordagem histórica e bibliográfica, fundamentada na Teoria da Informação, na ética intercultural da informação e nos estudos sobre mediação, regimes e fluxos informacionais. Analisa-se a relação entre mídia, poder hegemônico e transformação digital, considerando a atuação das Big Tech na reorganização das disputas geopolíticas, culturais e simbólicas contemporâneas. O estudo evidencia que a mídia corporativa opera como aparelho de hegemonia, legitimando narrativas ocidentais em conflitos internacionais e influenciando processos de vigilância, controle social e formação da opinião pública. Destaca-se que o advento da Internet e das redes sociais digitais ampliou a capacidade de monitoramento, manipulação discursiva e intervenção política, reforçando disputas simbólicas e mecanismos de controle no ciberespaço. Conclui-se que a informação se tornou elemento estratégico central nas disputas sociais, culturais e políticas contemporâneas, mantendo e reorganizando práticas históricas de dominação e resistência no ambiente digital.
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