Uma história imaginada: tempos de criação com ‘as meninas do Renoir’

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/2357-9854.97052

Palavras-chave:

Ações de criação. Temporalidade. Registro. Coleção.

Resumo

Este artigo expõe aspectos de uma coleção, narrativa e a/r/tográfica, composta com as leituras estéticas e recriações coproduzidas com os sujeitos em contato com a obra Rosa e Azul (As Meninas Cahen d´Anvers), 1881, de Pierre-Auguste Renoir. Exponho aqui um recorte da pesquisa de mestrado, em processo, que propõe expor e refletir sobre como as imagens da arte são, potencialmente, abertas e recriadas temporalmente por meio dos processos de leituras estéticas e a partir das ações educativas em museus de arte.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Auana Lameiras Diniz, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita — UNESP, São Paulo/SP

Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Artes, Instituto de Artes da UNESP, área de concentração Artes e Educação, linha de pesquisa Processos Processos Artísticos, Experiências Educacionais e Mediação Cultural, sob orientação da Profª Drª Rejane Galvão Coutinho, com o projeto: Com os olhos do tempo: sujeitos criadores no acervo do Museu de Arte de São Paulo. É integrante do GPIHMAE - Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Imagem, História, Memória, Mediação, Arte e Educação no Instituto de Artes da UNESP. Em 2012 concluiu a pós-graduação lato sensu em Mediação, Arte, Cultura e Educação na Escola Guignard (UEMG) e em 2008 o bacharelado em Ciências Sociais (PUC-SP). Entre 2009 e 2011 cursou Educação Artística na Escola Guignard (UEMG). Em 2004 cursou como aluna convidada disciplinas nas áreas de História Cultural da Arte e Ciência Política na Universidade de Bremen/Alemanha. Profissionalmente colaborou como gestora e educadora em programas de mediação cultural no Instituto Inhotim, Fábricas de Cultura, Casa de Vidro/Instituto Bardi, unidades do Sesc SP e Centro Cultural Fiesp/Sesi SP. Atualmente é sócia da Colchete Projetos Culturais e colabora como gestora e formadora/mediadora em projetos e programas educativos e culturais em instituições artísticas e culturais.

Rejane Galvão Coutinho, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita — UNESP, São Paulo/SP

Graduada em Educação Artística pela Universidade Federal de Pernambuco (1988), mestrado (1998) e doutorado (2002) em Artes pela Universidade de São Paulo, Pós-doutorado pela Universidade Pública de Navarra, Espanha (2011/2012). É professora do Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista, UNESP, onde atua na Licenciatura em Artes Visuais e na Pós-Graduação em Artes, área de Arte e Educação. Coordenadora do Mestrado Profissional em Artes, Prof-Artes, do Instituto de Artes da UNESP. Tem desenvolvido pesquisas com foco na história do ensino de artes e na formação de arte/educadores e mediadores culturais.

Referências

BARBOSA, Ana Mae Tavares Bastos. A imagem no ensino da arte: anos 1980 e novos tempos. São Paulo: Perspectiva, 2014.

BARBOSA, Ana Mae Tavares Bastos; AMARAL, Lilian (Orgs.). Interterritorialidade: mídias, contextos e educação. São Paulo: Editora Senac SP, Edições Sesc SP, 2008.

BARBOSA, Ana Mae Tavares Bastos; COUTINHO, Rejane Galvão (Orgs.). Arte/educação como mediação cultural e social. São Paulo: Editora UNESP, 2009.

BARBOSA, Ana Mae Tavares Bastos; CUNHA, Fernanda Pereira (Orgs.). A abordagem triangular no ensino das artes e culturas visuais. São Paulo: Cortez, 2010.

BATTCOCK, Gregory. A nova arte. São Paulo: Perspectiva, 1986.

BOSI, Ecléa. O tempo vivo da memória: Ensaios de Psicologia Social. São Paulo: Ateliê Editorial, 2003.

BREDARIOLLI, Rita. Das lembranças de Suzana Rodrigues: tópicos modernos de arte e educação. Vitória: EDUFES, 2007.

CHRISTOV, Luiza Helena da Silva. Narrativas de educadores: mistérios, metáforas e sentidos. São Paulo: Porto de Idéias, 2012.

DESVALLÉES, André; MAIRESSE, François. Conceitos-chave de museologia. São Paulo: ICOM, 2013.

DEWEY, John. Arte como experiência. São Paulo: Martins Fontes, 2010.

DIAS, Belidson; IRWIN, Rita. Pesquisa educacional baseada em artes: a/r/tografia. Santa Maria: Editora UFSM, 2013.

DIDI-HUBERMAN, Georges. Diante do tempo: história da arte e anacronismo das imagens. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2015.

ELUF, Lygia. Renoir: o pintor da vida. São Paulo: MASP, 2002.

FALLEIROS, Flávia Nascimento. Sobre a crítica literária dos Salões: Diderot e Baudelaire. In: FREITAS, Verlaine; DUARTE, Rodrigo; CECCHINATO, Georgia; SILVIA, Cintia Vieira da (Orgs.). Gosto, interpretação e crítica. 1. ed. Belo Horizonte: ABRE Associação Brasileira de Estética, 2015, v. 2. p. 94-109.

MAMMÌ, LORENZO. Duas Meninas: Renoir, Proust e os nazistas. Revista Piauí, ed. 150, março de 2019. Acesso digital: <https://piaui.folha.uol.com.br/materia/duas-meninas-2/>, último acesso em 30 de julho de 2019.

MANTECÓN, Ana Rosas. O que é o público? Revista Poiésis, Rio de Janeiro, n. 14, p. 175 - 215, dez. 2009.

PEDROSA, Adriano. Histórias da infância. São Paulo: MASP, 2016.

PEDROSA, Adriano; CUY, José Esparza Chong; GONZÁLEZ, Julieta; TOLEDO, Tomás. Lina Bo Bardi: Habitat. São Paulo: MASP, 2019.

RENOIR, Jean. Pierre-Auguste Renoi: meu pai. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988.

RICOUER, Paul. La metafora viva. Madrid: Ediciones Cristiandad, 1980.

ROSSI, Maria Helena Wagner. Imagens que falam: leitura da arte na escola. Porto Alegre: Mediação, 2009.

VIGOTSKI, Lev Semionovitch. Imaginação e criação na infância. São Paulo: Expressão Popular, 2018.

Downloads

Publicado

2020-04-02

Como Citar

DINIZ, A. L.; COUTINHO, R. G. Uma história imaginada: tempos de criação com ‘as meninas do Renoir’. Revista GEARTE, [S. l.], v. 7, n. 1, 2020. DOI: 10.22456/2357-9854.97052. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/gearte/article/view/97052. Acesso em: 1 jul. 2022.

Edição

Seção

Ensino de Artes Visuais: histórias e memórias