O Dizer-se de um Povo: palavra, práxis e performatividade em Paulo Freire
DOI:
https://doi.org/10.1590/2175-6236130678vs01Palavras-chave:
Paulo Freire, Palavra, Práxis, Performatividade, PovoResumo
Este ensaio buscou problematizar o conceito de palavra através da interpretação performativa do conceito de práxis nas obras Ação cultural para a liberdade, Educação como prática da liberdade e Pedagogia do oprimido, de Paulo Freire, haja vista a ligação entre reflexão e ação, para ele, inerente a ambos conceitos. Da análise das aporias advindas de uma compreensão ainda representacionista da palavra, bem como de uma aproximação da noção de performatividade, segundo Jacques Derrida e Judith Butler, foi possível dar lugar a uma compreensão do poder que teria a própria palavra de encetar novas situações e transformar a realidade social, e por meio do qual um povo poderia com palavras se fazer um povo.
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