Exposição ocupacional ao calor em atividades a céu aberto na construção de estruturas de edifícios

Autores

  • Adriana Eloá Bento Amorim Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)
  • Lucila Chebel Labaki Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
  • Paulo Alves Maia FUNDACENTRO - Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho. Unidade Campinas, São Paulo.
  • Thais Maria Santiago Barros FUNDACENTRO- Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho. Unidade Campinas, São Paulo.
  • Luiz Roberto Monteiro FUNDACENTRO- Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho. Unidade Campinas, São Paulo.

Palavras-chave:

Exposição ao calor, Atividades a céu aberto, Pausas no trabalho, Construção de edifícios, IBUTG.

Resumo

Na construção civil a excessiva exposição ao calor pode causar sobrecarga térmica e danos à saúde do trabalhador. Este estudo apresenta uma análise da exposição ao calor de 64 trabalhadores que desenvolvem atividades sobre lajes de concreto em construção de estruturas de concreto em edifícios. Para tanto, utiliza-se o índice de bulbo úmido termômetro de globo (IBUTG), obtido a partir das temperaturas de bulbo úmido natural, de bulbo seco e de globo, medidas sobre as lajes, e analisado em conjunto com taxas metabólicas estimadas para cada função de trabalho, conforme as normas da International Standardization for Organization (ISO). A avaliação foi feita de acordo com os critérios da legislação brasileira, aplicando-se a Norma Regulamentadora Nº 15 (NR-15), do Ministério do Trabalho. Os resultados demonstram que há necessidade de gerenciamento e adoção de medidas de controle, em especial de pausas para descanso térmico visando ao resfriamento corporal para evitar doenças oriundas do calor. Conclui-se que, como o número de horas de pausa para recuperação térmica é significativo em relação ao número de horas totais de trabalho medidas (39% para atividades pesadas e 20% para atividades moderadas), o regime trabalho/descanso adequado tem potencial para afetar o ritmo de trabalho na construção civil.

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Biografia do Autor

Adriana Eloá Bento Amorim, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)

Adriana Amorim é Eng. Civil, Arquiteta e Urbanista, Especialista em Eng. de Segurança do Trabalho, Mestre em Engenharia Civil, doutoranda no Programa de Pós- graduação em Eng. Civil da Universidade Estadual de Campinas. É docente  licenciada do Departamento de Engenharia Civil da Universidade Federal de Mato Grosso, atuando na subárea de Construção civil e Segurança do trabalho.

Lucila Chebel Labaki, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

Lucila Labaki é Doutora em Física e docente colaboradora do programa de Pós- graduação em Arquitetura, Tecnologia e Cidades, do Departamento de Arquitetura e Construção da FEC,  Universidade Estadual de Campinas, São Paulo, atuando nas áreas de  adequação ambiental, conforto e eficiência energética no ambiente construído, clima urbano e microclimas em espaços abertos.

 

Paulo Alves Maia, FUNDACENTRO - Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho. Unidade Campinas, São Paulo.

Paulo Maia  é Eng. Mecânico e  Doutor em Eng. Civil pela Universidade Estadual de Campinas. Possui também graduação em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (1996), especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho e na área térmica e fluídos. Atualmente é Tecnologista e Coordenador do programa Novas Tecnologias de prevenção contra a sobrecarga térmica na Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho, em Campinas, SP.


Thais Maria Santiago Barros, FUNDACENTRO- Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho. Unidade Campinas, São Paulo.

Thais Barros é Engenheira e Eng. de Segurança do Trabalho, Mestre em Energia Nuclear na Agricultura (Esalq) pela Universidade de São Paulo (1989). Tem experiência na área de Agronomia, com ênfase em Engenharia de Segurança do Trabalho, atuando principalmente nos seguintes temas: segurança do trabalhador rural, cuidados no manuseio e aplicação de agrotóxicos, proteção de máquinas. Atualmente ocupa o cargo de tecnologista na FUNDACENTRO, em Campinas, SP.

Luiz Roberto Monteiro, FUNDACENTRO- Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho. Unidade Campinas, São Paulo.

Luiz Monteiro é Eng. Agrônomo, Especialista em Eng. de Segurança do Trabalho, e Mestre em Eng. agrícola pela Unicamp. Atualmente ocupa o cargo de tecnologista na FUNDACENTRO, em Campinas, SP.

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Publicado

2019-12-10

Edição

Seção

Gestão e Economia da Construção