Nuevos elementos para el viejo debate: el psicoanálisis y la cis-heteronormatividad
DOI:
https://doi.org/10.22456/2238-152X.148608Resumen
El presente estudio busca examinar cómo el psicoanálisis, cuando es movilizado de manera desimplicada,
puede sostener interpretaciones que reducen las demandas de las disidencias sexuales y de género a la
lógica de los movimientos sociales, vaciando su complejidad. En este sentido, se toma como punto de
partida una declaración de amplia circulación —producida por una psicoanalista radicada en Porto
Alegre y difundida en redes sociales— con el fin de analizar cómo el psicoanálisis puede ser utilizado
para sostener interpretaciones sexistas y transfóbicas. A partir de la problematización de conceptos
psicoanalíticos, el trabajo retoma el clásico debate sobre el papel del psicoanálisis en la producción de
discursos normativos que sostienen desigualdades y formas de opresión. Se argumenta que tales enunciados
no deben ser comprendidos como manifestaciones aisladas, sino como parte de un campo discursivo
más amplio en el que el psicoanálisis puede ser movilizado como una tecnología de regulación social.
Descargas
Citas
Alberti, S. (2005). A perversão, o desejo e a pulsão. Revista Mal-Estar e
Subjetividade, 5(2), 341-360.
Arán, M. (2009). A psicanálise e o dispositivo diferença sexual. Revista Estudos
Feministas, 17, 653-673. DOI: https://doi.org/10.1590/S0104-026X2009000300002
Assis, C. L. (2011). Teoria queer e a resolução CFP n. 1/99: Uma discussão sobre heteronormatividade versus
homonormatividade. Revista Bagoas - Estudos Gays: Gênero e Sexualidades, 5(6), 145-156.
Aulagnier-Spairani, P. (1967). A perversão como estrutura. Revista Latino-Americana de Psicopatologia Fundamental,
5(3), 43-69. DOI: https://doi.org/10.1590/1415-47142003003004
Ávila, Y. M. (2022). Liberdade de expressão x discurso de ódio nas mídias sociais. (Artigo científico). Repositório
Universitário da Ânima (RUNA). https://repositorio.animaeducacao.com.br/handle/ANIMA/26836
Ayouch, T. (2015). Psicanálise e homossexualidades: Teoria, clínica, biopolítica. Curitiba, Brasil: CRV. DOI: https://
doi.org/10.24824/978854440529.1
Baró, M. I. (1997). O papel do psicólogo. Estudos de Psicologia (Natal), 2(1), 7-27. DOI: https://doi.org/10.1590/
S1413-294X1997000100002
Brasil, M. V., Cúnico, S. D., & Costa, A. B. (2022). Gênero sob ataque: Atravessamentos da suposta
neutralidade política na pauta educacional brasileira. Revista Polis e Psique, 12(1), 119-146. DOI: https://doi.
org/10.22456/2238-152X.110786
Brasil, M. V., Bayer, B., & Riva, A. (2024). (Re)leituras psicanalíticas: O pacto narcísico da psicanálise na
inteligibilidade dos corpos dissidentes. In: Veras, R. M., Cúnico, S. D., Fernandes-Eloi, J., & Rabelo, D. F. (Orgs.),
Psicologia e populações vulnerabilizadas: Contextos de formação e intervenção (pp. 71-95). Edufba. https://doi.
org/10.7476/9786556308937.0005
Butler, J. (2017). Alianças queer e política anti-guerra (K. B. Gadelha, Trad.). Bagoas Estudos Gays Gênero e
Sexualidades, Dossiê Michel Foucault e a teoria queer, 11(16), 29-49.
Butler, J. (2024). Quem tem medo do gênero? (H. R. Candiani, Trad.). Boitempo.
Chinazzo, I., Lobato, M. I. R., Nardi, H. C., Koller, S. H., Saadeh, A., & Costa, A. B. (2021). Impacto do estresse
de minoria em sintomas depressivos, ideação suicida e tentativa de suicídio em pessoas trans. Ciência & Saúde
Coletiva, 26(Supl 3), 5045-5056. DOI: https://doi.org/10.1590/1413-812320212611.3.28532019
Conselho Regional de Psicologia do Rio Grande do Sul. (2018). Resolução CFP nº 1 de 29 de janeiro de 2018.
Estabelece normas de atuação para as psicólogas e os psicólogos em relação às pessoas transexuais e travestis.
Brasília: CFP. https://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2018/01/Resolu%C3%A7%C3%A3o-CFP-01-2018.pdf
Ferenczi, S. Confusão de línguas entre os adultos e a criança: a linguagem da ternura e da paixão. In S. Ferenczi,
Psicanálise IV (2ª ed., p. 111-121). São Paulo, Brasil: Martins Fontes, 2011. (Trabalho original publicado em 1933).
Ferreira, I., & Oliveira, B. (2022). Exclusão do sobrenome paterno em decorrência do abandono afetivo e suas
eventuais implicações jurídicas. (Trabalho de conclusão de curso). Repositório Universitário da Ânima (RUNA).
https://repositorio.animaeducacao.com.br/handle/ANIMA/22567
Fiorini, L. G. (2017). Subjetividades em transição, parentalidades contemporâneas: Diversidade e diferença. Revista
Brasileira de Psicanálise, 51(2), 91-102.
Foucault, M. (1988). História da sexualidade: A vontade de saber (Vol. 1). Rio de Janeiro, Brasil: Graal.
Freud, S. (2006). A sexualidade na etiologia das neuroses. In J. Strchey (Ed.), Edição standard brasileira das obras
psicológicas completas de Sigmund Freud (J. O. A. Abreu, Trad., Vol. 3, pp. 243-261). Rio de Janeiro, Brasil:
Imago. (Trabalho original publicado em 1898).
Gomes, H. V., Jesus, L. A., Silva, C. P. G., Freire, S. E. de A., & Araújo, L. F. (2022). Suicídio e população trans: Uma
revisão de escopo. Ciências Psicológicas, 16(1), 1-17. DOI: https://doi.org/10.22235/cp.v16i1.2501
Jorge, M. A. C., & Travassos, N. P. (2017). A epidemia transexual: Histeria na era da ciência e da
globalização? Revista Latino-Americana de Psicopatologia Fundamental, 20(2), 307-330. DOI: https://doi.
org/10.1590/1415-4714.2017v20n2p307.7
Junqueira, R. D. (2010). Currículo, cotidiano escolar e heteronormatividade em relatos de professoras da rede pública.
In Anais do IX Seminário Internacional Fazendo Gênero: Diásporas, Diversidades, Deslocamentos (pp. 1-10).
Florianópolis, Brasil: UFSC.
Laplanche, J., & Pontalis, J. B. (2001). Vocabulário da psicanálise. São Paulo, Brasil: Martins Fontes.
Lima, V. M., Bedê, H. M., & Rocha, G. M. (2023). Butler e a psicanálise: Do fracasso das normas à estranheza do
gozo. Psicologia: Ciência e Profissão, 43, e248976. https://doi.org/10.1590/1982-3703003248976
Lima, V. M. (2022). O gênero (de) Preciado: A psicanálise e a necrobiopolítica das transidentidades. Estudos e
Pesquisas em Psicologia, 22(4), 1643-1662. DOI: https://doi.org/10.12957/epp.2022.71767
Louro, G. L. (2018). O corpo educado: Pedagogias da sexualidade. Belo Horizonte, Brasil: Autêntica.
Matinal Jornalismo. (2022, 19 de outubro). Psicóloga do Conceição é denunciada como autora de áudio
transfóbico pedindo voto em Bolsonaro. Matinal Jornalismo. https://www.matinaljornalismo.com.br/matinal/
reportagem-matinal/matinal-psicologa-audio-transfobico-mpf/
Miller, J. A. (2021). Dócil a lo trans. Lacan Quotidien, (928).
Neves, R. G. F. (2022). A violência do discurso como estratégia de apagamento da existência dos sujeitos
homossexuais (Dissertação de mestrado). Universidade de Franca, Franca, SP. https://repositorio.cruzeirodosul.
edu.br/handle/123456789/3761
Reis, T., & Eggert, E. (2017). Ideologia de gênero: Uma falácia construída sobre os planos de educação brasileiros.
Educação & Sociedade, 38(138), 09-26. DOI: https://doi.org/10.1590/es0101-73302017165522
Reitter, J. (2022). Édipo gay: Heteronormatividad y psicoanálisis. Blumenau, Brasil: Letra Viva.
Rodrigues, A. C. C. (2020). Psicanálise, despatologização e subjetivação – corpos, sexualidades e gêneros. ALTER –
Revista de Estudos Psicanalíticos, 36(2), 181-200. DOI: https://doi.org/10.51338/rppsm.2020.v6.i3.152
Rodrigues, J., Lemos, C., & Figueiredo, Z. (2020). Discriminação e barreiras ao acesso ao serviço nacional de saúde
percebidas por pessoas trans. Revista Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental, 6(3), 98-108.
Roudinesco, E. (2022). O eu soberano: Ensaio sobre as derivas identitárias. Rio de Janeiro, Brasil: Zahar.
Soares, R. (2015). Por que os pais devem dizer não à ideologia de gênero? [Mensagem em um blog]. https://
escolasempartido.org/blog/porque-os-pais-devem-dizer-nao-a-ideologia-de-genero/
Silva, J. A. S. da. (2024). A clínica é um lugar político: A escuta psicanalítica diante das dissidências sexuais e de
gênero [Tese de doutorado, Universidade Federal de Sergipe]. Repositório Institucional da UFS. https://ri.ufs.br/
jspui/handle/riufs/20975
Tietboehl, L., Cavalheiro, R., & Kveller, D. (2018). Quem tem medo de crianças queer? Alguns questionamentos às
normatividades em psicanálise. Revista Periódicus, 1(9), 234-247. DOI: https://doi.org/10.9771/peri.v1i9.25786
Van Dijk, T. (2008). Critical discourse analysis and nominalization: Problem or pseudo-problem? Discourse & Society,
19(6), 821-828. DOI: https://doi.org/10.1177/0957926508095897
Wittig, M. (2022). O pensamento hétero e outros ensaios. São Paulo, Brasil: Autêntica.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
IMPORTANTE: a carta de declaração de direitos deverá ser submetida como documento suplementar.
