Sensibilidades em colapsos: por uma psicologia social “entre-mundos”

Autores

  • Mariana Schubert Lemos Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Lúcia Karam Tietboehl Universidade Federal do Rio Grande do Sul https://orcid.org/0000-0002-5811-5623
  • Monique Navarro Souza Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Raysha Thereza Nery Universidade Federal do Rio Grande do Sul

DOI:

https://doi.org/10.22456/2238-152X.149453

Resumo

O artigo reflete sobre o colapso da Psicologia Social diante de eventos climáticos extremos, como as enchentes no Rio Grande do Sul e os incêndios na Amazônia, que expõem a crise da separação colonial humano x natureza. Discute como a disciplina, forjada em um contexto de modernidade colonial, reproduz dicotomias (humano x natureza, cultura x natureza) que limitam sua capacidade de responder a colapsos contemporâneos. Propõe descolonizar a Psicologia Social através de diálogos com cosmopercepções indígenas e quilombolas, que entendem a vida como rede multiespécie. A escrita coletiva, marcada por afetações climáticas, questiona o estatuto central do “humano” e sugere fabulações ficcionais como método para imaginar outros mundos possíveis. Destaca a urgência de repensar o “social” para além de uma perspectiva antropocêntrica, incorporando saberes ditos marginalizados e enfrentando a cosmofobia (medo da complexidade ecológica). O texto propõe uma reinvenção política, ética e ontoepistemológica da Psicologia Social em tempos de catástrofe.

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Referências

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Publicado

2026-04-23

Como Citar

Schubert Lemos, M., Karam Tietboehl, L., Navarro Souza, M., & Thereza Nery, R. (2026). Sensibilidades em colapsos: por uma psicologia social “entre-mundos”. Revista Polis E Psique, 16, e026004. https://doi.org/10.22456/2238-152X.149453

Edição

Seção

Dossiê Temas em Debate 2025

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