A vida como produto: genealogia crítica das subjetividades neoliberais
DOI:
https://doi.org/10.22456/2238-152X.148318Resumo
Este artigo, situado no campo da Psicologia Social e alinhado aos estudos contemporâneos da subjetividade, analisa, a partir do método genealógico foucaultiano, como o neoliberalismo opera como matriz produtora de subjetividades contemporâneas. O objetivo é investigar criticamente os modos pelos quais as tecnologias de poder neoliberais cristalizam estilos de vida, moldando corpos e modos de existência. Problematiza-se a governamentalidade neoliberal, que promove individualismo competitivo, empreendedorismo de si e internalização de normas, evidenciando-se o papel das práticas cotidianas como locais de impregnação política e resistência. A conclusão é a de que a genealogia desnaturaliza formas hegemônicas de vida, oferecendo instrumentos críticos para reconhecer e resistir às interpelações neoliberais sobre os sujeitos e suas existências.
Downloads
Referências
Abumanssur, H. O. (2017). Breve ensaio sobre poder em Foucault. Pensamento & Realidade, 31(4), 112–123. https://revistas.pucsp.br/index.php/pensamentorealidade/article/view/30111
Brown, W. (2015). Undoing the demos: Neoliberalism’s stealth revolution. Zone Books.
Brown, W. (2019). In the ruins of neoliberalism: The rise of antidemocratic politics in the West. Columbia University Press.
Dardot, P., & Laval, C. (2016). A nova razão do mundo: Ensaio sobre a sociedade neoliberal. Boitempo.
Davis, A. (2018). A liberdade é uma luta constante (F. Barat, Org.; H. R. Candiani, Trad.). Boitempo.
Deleuze, G. (1988). Foucault. Brasiliense.
Foucault, M. (1999). Em defesa da sociedade: Curso dado no Collège de France (1975-1976) (M. E. Galvão, Trad.). Martins Fontes.
Foucault, M. (2008). Segurança, território, população: Curso dado no Collège de France (1977-1978) (E. Brandão & C. Berliner, Trads.). Martins Fontes.
Foucault, M. (2012). A arqueologia do saber (L. F. B. Neves, Trad., 8a ed.). Forense Universitária.
Foucault, M. (2013). Vigiar e punir: Nascimento da prisão (R. Ramalhete, Trad., 41a ed.). Vozes.
Foucault, M. (2014). História da sexualidade: Vol. 1. A vontade de saber (M. T. C. Albuquerque & J. A. G. Albuquerque, Trads.). Paz e Terra.
Foucault, M. (2016). Subjetividade e verdade: Curso no Collège de France (1980-1981) (R. C. Abílio, Trad.). Martins Fontes.
Harvey, D. (2008). O neoliberalismo: História e implicações. Loyola.
Machado, R. (1995). Por uma genealogia do poder. In M. Foucault, Microfísica do poder. Graal.
Marx, K. (2013). O capital: Livro I — Crítica da economia política: O processo de produção do capital (R. Enderle, Trad.). Boitempo.
Mbembe, A. (2018). Crítica da razão negra. N-1 Edições.
Ricupero, B. (2024, 8 de janeiro). O que foi o 8 de janeiro? Jornal da USP. https://jornal.usp.br/artigos/o-que-foi-o-8-de-janeiro
Rolnik, S. (2018). Esferas da insurreição: Notas para uma vida não cafetinada. N-1 Edições.
Safatle, V. (2021). Circuito dos afetos: Corpos políticos, desamparo e o fim do indivíduo. Autêntica.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
IMPORTANTE: a carta de declaração de direitos deverá ser submetida como documento suplementar.