Criar para si uma vida vivível: um ensaio sobre trapaças

Autores

  • Amanda Cappellari Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), Montenegro, RS, Brasil.
  • Lilian Rodrigues da Cruz Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.22456/2238-152X.147813

Resumo

Este artigo ensaístico toma a noção de trapaça enquanto campo de disputas discursivas, problematizando gestos que burlam leis, regras e normas sociais, e ações que contornam estruturas violentas como o racismo, o machismo, o classismo e a intolerância religiosa. Tratada enquanto invenção de possíveis, a trapaça deste ensaio é o avesso do que está no dicionário. Utiliza a metodologia não metódica do ensaio, considerando a trapaça como objeto e a experimentação do pensamento enquanto campo. Conceitos como desobediência civil, contrato social e poética da relação fazem diálogo com a trapaça. Diante dessas redes, percebe-se como a trapaça possui tonalidades específicas no Brasil, participando dos emaranhados que sustentam este país. A trapaça é destacada, aqui, como um dos modos de se jogar com o poder, fazendo das brechas e incoerências do sistema espaço de criação inventiva.

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Biografia do Autor

Lilian Rodrigues da Cruz, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS, Brasil.

Psicóloga. Docente do Instituto de Psicologia e do Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social e Institucional da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Coordenadora do Grupo de Estudos em Psicologia Social, Políticas Públicas e Produção de Subjetividades (GEPS). 

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Publicado

2026-09-02

Como Citar

Cappellari , A., & Rodrigues da Cruz, L. (2026). Criar para si uma vida vivível: um ensaio sobre trapaças. Revista Polis E Psique, 16, e026011. https://doi.org/10.22456/2238-152X.147813

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