Criar para si uma vida vivível: um ensaio sobre trapaças
DOI:
https://doi.org/10.22456/2238-152X.147813Resumo
Este artigo ensaístico toma a noção de trapaça enquanto campo de disputas discursivas, problematizando gestos que burlam leis, regras e normas sociais, e ações que contornam estruturas violentas como o racismo, o machismo, o classismo e a intolerância religiosa. Tratada enquanto invenção de possíveis, a trapaça deste ensaio é o avesso do que está no dicionário. Utiliza a metodologia não metódica do ensaio, considerando a trapaça como objeto e a experimentação do pensamento enquanto campo. Conceitos como desobediência civil, contrato social e poética da relação fazem diálogo com a trapaça. Diante dessas redes, percebe-se como a trapaça possui tonalidades específicas no Brasil, participando dos emaranhados que sustentam este país. A trapaça é destacada, aqui, como um dos modos de se jogar com o poder, fazendo das brechas e incoerências do sistema espaço de criação inventiva.
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