A Mediação Remota das Afecções do Corpo: Reflexões Sobre Virtualidade e Corporeidade
DOI:
https://doi.org/10.22456/2238-152X.127008Abstract
Este ensaio teórico se propõe a pensar o corpo sob a ótica da pluralidade e das afecções, para compreender como o trabalho da psicologia na modalidade remota atinge a corporeidade e a sua potência de existir. Tais questões foram evocadas num Grupo de Escuta e Acolhimento na modalidade remota. O olhar teórico parte da concepção espinosana das afecções, articulada com a noção de cuidado de si. A solidão relatada nos grupos foi tomada como analisador para refletir sobre o enfraquecimento da produção do encontro. Isso nos levou a pensar os impactos da perda do corpo na presença on-line, a (im)possibilidade do encontro com a diferença e sobre o papel da virtualidade na atualidade do modelo econômico liberal aplicado à psicologia. É necessário considerar as possibilidades de atuação e mediação que não se abstenham perante as demandas da atualidade, mas que reconheçam também os perigos dos aparelhos de captura.
Downloads
References
Barbosa, A., Nascimento, C. N., Dias, L. B. S., Espírito Santo, T. B., Chaves, R. C. S., & Fernandes, T. C. (2020). Processo de trabalho e cuidado em saúde mental no Centro de Atenção Psicossocial da UERJ na pandemia de COVID-19. Brazilian Journal of Health and Biomedical Sciences, 19(1), 11-19. https://doi.org/10.12957/bjhbs.2020.53527.
Barros, R. B. (1997). Dispositivos em ação: o grupo. São Paulo, Brasil: Hucitec.
Bauman, Z. (2001). Modernidade líquida. Rio de Janeiro, Brasil: Jorge Zahar.
Butler, J. (2015). Quadros de guerra: quando a vida é passível de luto? Rio de Janeiro, Brasil: Civilização Brasileira.
Cazeloto, E. (2007). A inclusão digital e a reprodução do capitalismo contemporâneo (Tese de Doutorado em Comunicação). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, Brasil. Recuperado de https://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/4980.
Chauí, M. S. (2011). Desejo, paixão e ação na ética de Espinosa. São Paulo, Brasil: Companhia das Letras.
Conselho Federal de Psicologia. (2018). Resolução n.º 11, de 11 de maio de 2018. Regulamenta a prestação de serviços psicológicos realizados por meios de tecnologias da informação e da comunicação e revoga a Resolução CFP N.º 11/2012. Recuperado de https://www.in.gov.br/materia/-/asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/content/id/14132490/do1-2018-05-14-resolucao-n-11-de-11-de-maio-de-2018-14132486.
Conselho Federal de Psicologia. (2020). Resolução n.º 4, de 26 de março de 2020. Dispõe sobre regulamentação de serviços psicológico prestados por meio de Tecnologia da Informação e da Comunicação durante a pandemia do COVID19. Recuperado de https://atosoficiais.com.br/cfp/resolucao-do-exercicio-profissional-n-4-2020-dispoe-sobre-regulamentacao-de-servicos-psicologicos-prestados-por-meio-de-tecnologia-da-informacao-e-da-comunicacao-durante-a-pandemia-do-covid19?origin=instituicao.
Deleuze, G. (1990). Pourparlers. Paris, França: Les Éditions de Minuit.
Deleuze, G. (1992). Conversações. Rio de Janeiro: Ed. 34.
Deleuze, G. (2002). Espinosa: Filosofia Prática. São Paulo, Brasil: Escuta.
Foucault, M. (2001). Ditos e escritos. Rio de Janeiro, Brasil: Forense Universitária.
Foucault, M. (2003). Ditos e escritos. Rio de Janeiro, Brasil: Forense Universitária.
Foucault, M. (2007). Vigiar e Punir. Petrópolis, Brasil: Vozes.
Foucault, M. (2012). Ditos & Escritos, volume V: ética, sexualidade, política (3 ed.). Rio de Janeiro: Forense Universitária.
Giddens, A. (1991). As consequências da modernidade. São Paulo, Brasil: Editora Unesp.
Haraway, D. (2009). Manifesto ciborgue: ciência, tecnologia e feminismo-socialista no final do século XX. In D. Haraway, H. Kunzru, & T. Tadeu (Org.), Antropologia Ciborgue: as vertigens do pós-humano (pp. 35-118). Belo Horizonte: Autêntica Editora.
Hardt, M., & Negri, A. (2001). Império. Rio de Janeiro, Brasil: Record.
Hur, D. U. (2013). Memória e tempo em Deleuze: multiplicidade e produção. Athenea Digital, 13(2), 179-190. Recuperado de https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=53728035011.
Ingold, T. (2008). Pare, olhe, escute! Visão, audição e movimento humano. Ponto Urbe, 3, 1925. Recuperado de https://journals.openedition.org/pontourbe/1925.
Lazzarato, M. (2006). As revoluções do capitalismo. Rio de Janeiro, Brasil: Civilização Brasileira.
Leitzke, A. T. S., & Rigo, L. C. (2020). Sociedade de controle e redes sociais na internet: #saúde e #corpo no instagram. Movimento, 26, e26062. Recuperado de http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1982-89182020000100411&lng=en&nrm=iso.
Maluf, S. W. (2001). Corpo e Corporalidade nas Culturas Contemporâneas: Abordagens Antropológicas. Esboços, 9(9), 87-101. Recuperado de https://periodicos.ufsc.br/index.php/esbocos/article/view/563/9837.
Marinho, S., & Almeida, G. S. (2019). Trabalho contemporâneo e pessoas trans: considerações sobre a inferiorização social dos corpos trans como necessidade estrutural do capitalismo. Sociedade E Cultura, 22(1). https://doi.org/10.5216/sec.v22i1.57888.
Marques, A. (2021). Como acelerar áudios no WhatsApp. Sem tempo? Tutorial mostra como acelerar mensagens de áudio no WhatsApp; recurso está disponível para Android e iphone (IOS). Tecnoblog. Recuperado de https://tecnoblog.net/445412/como-acelerar-audios-no-whatsapp/.
Mbembe, A. (2018). Necropolítica. São Paulo, Brasil: n-1 edições.
Merleau-Ponty, M. (1992). O visível e o invisível. São Paulo, Brasil: Perspectiva.
Nardi, H. C. & Silva, R. N. (2005). “Ética e subjetivação: as técnicas de si e os jogos de verdade contemporâneos”. In Guareschi, N., & Hüning, S. M. (org.). Foucault e a Psicologia (pp. 93-105). Porto Alegre: Abrapso Sul.
Nogueira, S. N. B, Aquino, T. A. & Cabral, E. A. (2017). Dossiê: a geografia dos corpos das pessoas trans. Aracaju, Brasil: Rede Trans Brasil. Recuperado de https://bit.ly/2sVI6D5.
Pieta, M. A. M., & Gomes, W. B. (2014). Psicoterapia pela Internet: viável ou inviável? Psicologia: Ciência e Profissão, 34(1), 18-31. https://doi.org/10.1590/S1414-98932014000100003.
Romagnoli, R. C. (2007). A invenção como resistência: por uma clínica menor. Vivência, 32, 97-107. Recuperado de https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/30528/000774552.pdf?sequence=1.
Safatle, V., Silva Júnior, N., Dunker, C. (2020) Neoliberalismo como gestão do sofrimento psíquico. Belo Horizonte, Brasil: Autêntica.
Santos, M. A. D., Oliveira, W. A. D. & Oliveira-Cardoso, É. A. D. (2020) Inconfidências de abril: impacto do isolamento social na comunidade trans em tempos de pandemia de COVID-19. Psicologia & Sociedade, 32. Recuperado de https://www.scielo.br/j/psoc/a/VTPmcVsbJjpxGWLsCJzV5DS.
Schmidt, B., Crepaldi, M. A., Bolze, S. D. A., Neiva-Silva, L., & Demenech, L. M. (2020). Saúde mental e intervenções psicológicas diante da pandemia do novo coronavírus (COVID-19). Estudos de Psicologia, 37, 200063. http://dx.doi.org/10.1590/1982-0275202037e200063.
Silva, A. B., & Moraes, I. H. S. (2012). O caso da Rede Universitária de Telemedicina: análise da entrada da telessaúde na agenda política brasileira. Physis: Revista de Saúde Coletiva, 22(3), 1211-1235. https://doi.org/10.1590/S0103-73312012000300019.
Spinoza, B. (2009). Ética. Belo Horizonte, Brasil: Autêntica.
Spivak, G. C. (2010). Pode o subalterno falar? Belo Horizonte, Brasil: Editora UFMG.
Strappazzon, A. L., & Maheirie, K. (2016). “Bons encontros” como composições: experiências em um contexto comunitário. Arquivos Brasileiros de Psicologia, 68(2), 114-127. Recuperado de http://pepsic.bvsalud.org/pdf/arbp/v68n2/v68n2a10.pdf.
Suler, J. (2004). The online disinhibition effect. CyberPsychology & Behavior, 7(3), 321-326. Recuperado de http://drleannawolfe.com/Suler-TheOnlineDisinhibitionEffect-2004.pdf.
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License
Copyright Statement
Authorship Responsibility:
First author: ______________________________________________________________________
Manuscript title:___________________________________________________________________
Manuscript Number:________________________________________________________________
Co-author(s) identification (in the order that they should appear in the manuscript):____________
________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
1. Author Statement of Responsibility: - By this statement I guarantee, that in case of multiple authors, they read and agreed with the terms of this statement, granting me, through their written authorization, the right to sign this statement on their behalf; - Certify that it is an original and unpublished work, that neither, partially or totally, any other work with substantially similar content, of my authorship, was published or is being considered for publication elsewhere, electronically or printed; - Certify that, if requested, I will provide or cooperate in obtaining the information data on which the article was based, for examination by the editors; - Certify that all authors have participated sufficiently in this work, holding also the public responsibility for their content. In case of articles with more than six authors, the statement must specify the type(s) of participation(s) of each author, as specified below: - It is certify that In this work, (1) I, significantly contributed to the design, planning, collection and/or analysis and interpretation of data; (2) significantly contributed to the manuscript draft and/or in the critical revision of the content, (3) Participated effectively in the approval of the final version of the manuscript.
________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
Signature (on behalf of all authors):
________________________________________________________________________________
Date:____________________________________________________________________________
Copyright Transfer:
It is stated that, in case of recommendation for publication (acceptance) of the manuscript, I agree that its copyrights shall become the exclusive property of the journal Polis e Psique, implying the prohibition of any form of reproduction, totally or partially, in any other part or means of divulgation, printed or electronic, without the request of a prior authorization that, if obtained, I will provide the proper acknowledgment to the Polis e Psique Journal from Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Signature (on behalf of all authors):
________________________________________________________________________________
Date: