A crise da democracia liberal e a exclusão do antagonismo da política
DOI :
https://doi.org/10.1590/1807-0337/e143279Mots-clés :
Teoria do Discurso, antagonismo, agonismo, democracia, crise da democracia liberalRésumé
A emergência de discursos de extrema-direita em países com instituições democráticas consideradas estabilizadas ganha ressonância e respaldo eleitoral e representatividade nas instituições da democracia liberal, ao mesmo tempo em que questionam o próprio modelo democrático liberal em que emergiram e que lhes deram certo grau de legitimidade. Neste artigo, o objetivo central é o de abordar a relação entre democracia e antagonismo, com base na Teoria do Discurso de Laclau e Mouffe (2015), e apresentar uma reflexão acerca da estabilidade e da crise da democracia liberal dialogando com as visões institucionalistas e populistas. Concluo com a assertiva de que tanto a estabilidade da democracia como suas crises passam pela forma como suas instituições incorporam (incorporaram) ou não os antagonismos políticos (conflitos) que emergem (emergiram); além de explicar a importância do antagonismo para a vitalidade da democracia e a necessária permeabilidade das instituições aos reclames dos cidadãos.
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