Análise das objeções para a formação da justa causa
Abstract
Apesar de entre as teorias da imputação penal baseadas na retórica processual (i.e. sistema jurídico anglo-saxão) e na metodologia por etapas (i.e. sistema jurídico continental) mediarem costumes e práticas processuais diferentes, a garantia da esfera apropriada é comum ao desenvolvimento de ambos sistemas jurídicos. Com base nesta convergência, conquanto sem deixar de verificar as significativas diferenças de norma, costume e prática, sugere-se uma leitura mais exigente para a formação da justa causa autorizadora do processamento penal, baseada na proposta do modesto moralismo jurídico de A. Duff, condicionada à associação valorativa de elementos concretos constitutivos que revelem “regras substantivas de Direito disfarçadas”, como forma de preservar o significado de contenção atribuído pela leitura humanista à garantia da esfera apropriada.
Palavras-chave: Teorias da imputação; esfera apropriada; elementos concretos; regras substantivas de Direito disfarçadas; leitura humanista.
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