Prisão e decolonialidade
A escravidão como base histórica do poder disciplinar no Brasil
Resumo
o presente artigo tem como objetivo principal analisar criticamente como perspectivas europeias ainda estão muito presentes nas construções teóricas sobre a prisão no Brasil, sobrepujando-se, portanto, às marcas da cultura escravagista que ainda hoje estão presentes na dinâmica social. Nesse sentido, a problemática está baseada no seguinte questionamento: por qual razão essa perspectiva europeia tem prevalecido? A hipótese trabalhada é a de que falta o despertar para um pensamento decolonial, em que os referentes históricos latino-americanos sejam melhor percebidos em sua importância na dinâmica social moderna. O método utilizado foi o qualitativo, concretizando-se majoritariamente uma abordagem hipotético-dedutiva, amparado na revisão de literatura.
Palavras-chave: Encarceramento. Referentes históricos. Regime escravocrata.
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