Vagas Ociosas: contradições à ampliação do acesso às universidades federais no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.1590/2175-6236124353vs01Palavras-chave:
Educação Superior, Desigualdades Educacionais, Acesso à Educação, Universidade Pública, EnemResumo
O artigo analisa os efeitos das alterações nas pontuações mínimas de ingresso via SiSU no preenchimento das vagas em cursos de Pedagogia das universidades federais brasileiras, entre 2010 e 2017. Os resultados mostram que o descompasso entre o nível de exigência nos processos seletivos e o desempenho dos candidatos inscritos pode impedir o acesso à universidade pública quando uma ampliação em torno de um milhão de vagas é ainda uma promessa do Plano Nacional de Educação 2014-2024. Paradoxalmente, a defesa quase unívoca da democratização do acesso à educação superior no Brasil nem sempre é acompanhada nas universidades por um debate interno que leve em conta a complexidade dos processos seletivos e estabeleça critérios para minimizar a produção de vagas ociosas.
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