EXPERIÊNCIAS DOCENTES E CULTURAS POLÍTICAS: O PROFESSOR DE PRIMEIRAS LETRAS JOÃO BAPTISTA BRANDÃO PROENÇA (5ª COMARCA DA PROVÍNCIA DE SÃO PAULO/PROVÍNCIA DO PARANÁ. 1830-1860)

Autores/as

Palabras clave:

experiência docente, instrução pública, culturas políticas

Resumen

Este artigo problematiza historicamente as experiências de um professor de primeiras letras de Curitiba entre as décadas de 1830 e 1860 com o objetivo de acompanhar os modos como o mestre João Baptista Brandão Proença foi se produzindo como professor, funcionário público e intelectual. Num período marcado pela oralidade e escassa presença de instituições de formação, o artifício metodológico de acompanhar sua trajetória permitiu perceber como a experiência docente foi sendo construída na tessitura da circulação de sujeitos em diferentes espaços sociais e por meio do acúmulo de um repertório pedagógico, legal e político-administrativo. Personagem excepcional normal, como consideraria Carlo Ginzburg (2007, p. 277), João Baptista Brandão Proença indicia os percalços sofridos e as astúcias empregadas pelos primeiros mestres Oitocentistas na produção da docência como ofício.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Fabiana Garcia Munhoz (Brasil), Universidade de Paulo

Professora da Educação Básica da Prefeitura de Rio Claro – SP. Mestra e doutoranda em Educação pela Universidade de São Paulo e bolsista CAPES. Integrante do Núcleo Interdisciplinar de Estudos e Pesquisa em História da Educação (NIEPHE-USP).

Diana Gonçalves Vidal (Brasil), Universidade de São Paulo

Professora Titular da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, São Paulo-SP. Vice-diretora da Faculdade de Educação da USP. Coordenadora do Núcleo Interdisciplinar de Estudos e Pesquisa em História da Educação (NIEPHE-USP).

Citas

Referências bibliográficas

BAHLS, Aparecida Vaz da Silva. A Busca de Valores Identitários: A Memória Histórica Paranaense. Curitiba, UFPR, 2007, 207f., Tese (Doutorado em História), Programa de Pós-Graduação em História, Universidade Federal do Paraná.

Bastos, Maria Helena C. A formação de professores para o ensino mútuo no Brasil: O "Curso normal para professores de primeiras letras do Barão de Gérando (1839)". História da Educação. Pelotas: ASPHE/UFPel, nr.3, 1998, p: 958-119.

BOTO, Carlota.O professor primário português como intelectual: Eu ensino, logo existo. Revista da História das Idéias, Coimbra, Faculdade de Letras de Coimbra, v. 24, 2003, p. 85-134.

CÂNDIDO, ANTÔNIO. Um funcionário da Monarquia: ensaio sobre o segundo escalão. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2002.

CERTEAU, Michel de. A Invenção do cotidiano. Artes de fazer. Petrópolis: Vozes, 1994.

FARIA FILHO, L. M. e ROSA, W. M. “O ensino mútuo em Minas Gerais (1823-1840)”. In: BASTOS, M. H. e FARIA FILHO, L. M. (orgs). A Escola elementar no século XIX: o método monitorial/mútuo. Passo Fundo-RS: Ediupf, 1999, p. 177-196.

FLORY, Thomas. El juez de paz e El jurado en El Brasil imperial. México: Fundo de Cultura Econômica, 1986.

GOMES, Ângela de Castro. História, historiografia e cultura política no Brasil: algumas reflexões. In SOIHET, Rachel; BICALHO, Maria Fernanda B.; GOUVÊA, Maria de Fátima (orgs). Culturas políticas: ensaios de história cultural, história política e ensino de história. Rio de Janeiro: Mauad, 2005, p. 21-41.

GINZBURG, Carlo. O fio e os rastros. São Paulo: Cia das Letras, 2007.

GRINBERG, Keila. Justiça. In: VAINFAS, R. Dicionário do Brasil Imperial (1822-1889). Rio de Janeiro: Objetiva, 2008, p. 452.

HOLANDA, Sérgio Buarque. História geral da civilização brasileira. São Paulo: Difusão Européia do Livro, 1967.

INÁCIO, Marcilaine Soares. A escola de ensino mútuo de Diamantina: um caso especial. In: Anais do III Congresso de Pesquisa e Ensino em História da Educação em Minas Gerais, 2005, São João del-Rei. p. 1-15.

KUBO, Elvira Mari. A legislação e a instrução pública de Primeiras Letras na 5ª Comarca da Província de São Paulo (Paraná) - 1827-1853. São Paulo USP, 1982. 375f. Tese (Doutorado em História). Programa de pós-Graduação em História da Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas

LEÃO, Ermelino Agostinho de. (1926). Contribuições Historicas e Geographicas para o Diccionario do Parana por Ermelino Agostinho de Leão. Impresso nas Officianas da Empresa Graphica Paranaense de Placido e Silva &cia. LTDA. Rua 15 de novembro, 53 – Caixa R. Curityba, 1926.

MARTINS, Romário. História do Paraná. São Paulo: Rumo. 1939.

MIGUEL, Maria Elisabeth Blanck (org.). Coletânea da documentação educacional paranaense no período de 1854 a 1889. Campinas SP, Autores Associados; SBHE, 2000.

MUNHOZ, Fabiana Garcia. Experiência Docente no Século XIX. Trajetórias de professores de primeiras letras da 5ª Comarca da Província de São Paulo e da Província do Paraná. São Paulo: USP, 2012. Dissertação (Mestrado em Educação). Programa de pós-graduação em Educação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo.

NEGRÃO, Francisco. Genealogia Paranaense. Curitiba, Impressora Paranaense, 1926.

NICOLAS, Maria. Cem anos de vida parlamentar - Deputados Provinciais e Estaduais do Paraná - Assembleias Legislativas e Constituintes (1854-1954). Curitiba: Paraná, 1954.

NÓVOA, Antônio. O passado e o presente dos professores. In ___________ Profissão professor. Porto: Porto Editora, 1995. P. 13-34.

OLIVEIRA, Ricardo Costa de. O Silêncio dos Vencedores. Genealogia, Classe Dominante e Estado no Paraná. Curitiba: Moinho do Verbo, 2001.

PROENÇA, João Baptista Brandão. “O ensino primário em 1854”. Boletim do Arquivo do Paraná. Curitiba, Departamento Estadual de Arquivo e Microfilmagem do Paraná, v.4, 1979, p. 47-50.

SCHUELER, Alessandra F. M. Professores primários como intelectuais da cidade: um estudo sobre produção escrita e sociabilidade intelectual (corte imperial, 1860-1889). Revista de Educação Pública. Universidade Federal do Mato Grosso, n. 17, 2008, p. 563-577.

STRAUBE, Ernani Costa. Símbolos. Brasil, Paraná e Curitiba. Histórico e Legislação. Curitiba, Estante Paranista, 2002.

THOMPSON, Edward Palmer. Senhores e Caçadores. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.

_________________________. Costumes em comum. Trad. Rosaura Eichemberg. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.

VIDAL, Diana Gonçalves. Michel de Certeau e a difícil arte de fazer história das práticas. In. FARIA FILHO, Luciano Mendes de (Org.). Pensadores sociais e história da educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2005, pp. 257-284.

Publicado

2017-05-08

Cómo citar

Munhoz (Brasil), F. G., & Vidal (Brasil), D. G. (2017). EXPERIÊNCIAS DOCENTES E CULTURAS POLÍTICAS: O PROFESSOR DE PRIMEIRAS LETRAS JOÃO BAPTISTA BRANDÃO PROENÇA (5ª COMARCA DA PROVÍNCIA DE SÃO PAULO/PROVÍNCIA DO PARANÁ. 1830-1860). Revista História Da Educação, 157–179. Recuperado a partir de https://seer.ufrgs.br/index.php/asphe/article/view/69297

Número

Sección

Artigo / Article / Artículo