Proposta de método de avaliação da ocorrência de reações álcali-sílica (RAS) em matrizes de cimento de fosfato de magnésio
Palavras-chave:
Reação álcali-sílica; Cimento de fosfato de magnésio; Cerâmica de Fosfato Quimicamente Ligada; Durabilidade; Cimento alternativo., Reação álcali-sílica, cimento de fosfato de magnésio, cerâmica de fosfato quimicamente ligada, durabilidade, cimento alternativoResumo
A substituição do cimento Portland comum (CPC) por ligantes alternativos é uma solução técnica e economicamente viável para reduzir o impacto ambiental causado pela construção civil. Dentre esses ligantes, encontram-se aqueles pertencentes à família das Cerâmicas de Fosfato Quimicamente Ligadas (CFQL), na qual está incluído o cimento de fosfato de magnésio (CFM), originado por reações ácido-base. Porém, devido à formação de fases diferentes em relação ao CPC, um estudo aprofundado da durabilidade deste material é essencial para compreender a nova matriz e suas possibilidades de aplicação. Este artigo propõe adaptar o método usual de avaliação da reação álcali-sílica (RAS) válido para matrizes de cimento Portland para avaliar matrizes CFM. Para tanto, foram moldadas argamassas de referência com CPC e duas argamassas de CFM com diferentes relações molares M/F (magnésio/fosfato) com agregado reativo para avaliar a ocorrência de RAS. Observou-se que após 56 dias de ensaios, sob baixas temperaturas, as argamassas de CFM com maior relação molar M/F apresentaram baixa expansão, enquanto nas argamassas com CPC e CFM com menor razão molar M/F, os agregados apresentaram reações deletérias. A proposta de adaptação do método de ensaio RAS, considerando as particularidades das argamassas de CFM, foi satisfatória.
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