Escritórios de planta livre: o impacto de diferentes soluções de fachada na eficiência energética

Autores

Palavras-chave:

Eficiência energética, Soluções de fachada, Escritórios de planta livre, Simulação computacional.

Resumo

No Brasil, os edifícios de escritórios de planta livre têm se destacado pela utilização de fachadas totalmente envidraçadas, aspecto que pode impactar diretamente o consumo de energia do ar condicionado. O objetivo deste estudo é classificar e caracterizar o desempenho energético de edifícios de escritório de planta livre em três climas brasileiros. Simulações computacionais foram realizadas no programa EnergyPlus, a fim de verificar o impacto de vários parâmetros (clima, tipo de fachada, PAF, tipo de vidro, dispositivo de sombreamento e temperatura de setpoint) no consumo de energia do ar condicionado. Os resultados, classificados em faixas de desempenho energético, mostraram que alterar de uma fachada tradicional (alvenaria) para uma fachada cortina (totalmente envidraçada) elevou o consumo de energia do ar condicionado em média 25% para Curitiba e São Paulo e 15% para Manaus; que o PAF foi o parâmetro que mais impactou esse consumo, e o tipo de vidro teve mais impacto nas maiores aberturas; que utilizar um dispositivo de sombreamento sempre gerou economia e a elevação em 1 °C do setpoint de resfriamento reduziu o consumo, em média, até 16,4%. Tais resultados geraram as melhores combinações desses parâmetros para cada clima, podendo servir de suporte aos projetistas, no sentido de se criar edifícios energeticamente mais eficientes.

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Biografia do Autor

Rosilene Regolão Brugnera, Instituto de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo (IAU-USP)

Arquiteta e Urbanista graduada pela Universidade de São Paulo (USP), Mestre (2014) e Doutora (2018) pela mesma Instituição, na área de Tecnologia das Construções, com ênfase em Conforto Ambiental, Eficiência Energética e Desempenho Ambiental de Edificações.

Ricardo Mateus, Universidade do Minho

É Doutor (2009), Mestre (2004) e Licenciado (2001) em Engenharia Civil, Professor Auxiliar no Departamento de Engenharia Civil da Universidade Minho e membro do Centro de Investigação CTAC. Publicou duas teses no domínio da construção sustentabilidade e é autor e coautor de vários livros e capítulos de livros nacionais e internacionais e de mais de 100 artigos científicos no mesmo domínio. Em janeiro de 2018, o seu Índice-h-Scopus é 7, o seu Índice-h-SCI é 7 (http://orcid.org/0000-0003-2973-8175) e de acordo com o Google Académico o investigador tem 988 citações com um Índice-h de 13 e um índice i10 de 20 (http://scholar.google.pt/citations?user=coLl9ooAAAAJ&hl=pt-PT). Recebeu vários prémios pelo trabalho científico e académico desenvolvido, entre os quais: Menção Honrosa no Prémio "IHRU" (2010) e Menção Honrosa no Prémio "André Jordan" (2010). É membro de várias Organizações, Equipas e Comités responsáveis pelo desenvolvimento de eventos, iniciativas e normas no domínio da Construção Sustentável, sendo de destacar a Coordenação do Comité Técnico da iiSBE Portugal. Foi membro da Comissão Organizadora das Conferências Internacionais Portugal SB07, SB10, SB13, BSA2012, SB16 Brazil&Portugal. É responsável pelo projeto de investigação "reVer - Contributos da arquitetura vernácula portuguesa para a sustentabilidade do ambiente construído" e membro da equipa de investigação de vários projetos nacionais e internacionais de investigação, incluindo "Moreconnect - Multifunctional Building Envelope Elements for Modular Retrofiting and Smart Connections ", "BAMB - Buildings as Materials Banks", "Low Energy/High Comfort Building Renewal", "SBToolPT - STP - Desenvolvimento de um Sistema nacional para a avaliação da sustentabilidade de edifícios de serviços e turismo e operações de planeamento urbano", COST Action TU 1205 "Building Integration of Solar Thermal Systems (BISTS)" e Anexos 56 e 57 da Agência Internacional de Energia. É membro da Direção da iiSBE Portugal, membro do Comité Técnico do sistema nacional de registo de DAP's (DapHabitat). Os seus domínios de investigação são: a avaliação de ciclo de vida (LCA) de produtos, materiais e elementos construtivas; a avaliação e certificação da sustentabilidade da construção (BSA); e a avaliação do desempenho de ciclo de vida de edifícios vernáculos.

João Adriano Rossignolo, Universidade de São Paulo

Professor do Departamento de Engenharia de Biossistemas da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos de Pirassununga (FZEA-USP). Livre-Docente em Arquitetura, Urbanismo e Tecnologia (EESC-USP 2009), Doutor em Ciência e Engenharia de Materiais (EESC/IFSC/IQSC-USP 2003, com sanduíche no LNEC-Lisboa), Mestre em Arquitetura e Urbanismo (EESC-USP 1999) e Engenheiro Civil (EESC-USP 1993). Fez estágio pós doutoral na Universitat Politècnica de València, Valencia (Espanha), de 07/2017 a 07/2018. Foi chefe do Departamento de Engenharia de Biossistemas da FZEA/USP de 11/2014 a 05/2017 e atualmente é Vice-Prefeito do Campus Fernando Costa de Pirassununga-SP. Autor do livro "Concreto Leve Estrutural: Produção propriedades microestrutura e aplicações" (Editora PINI). Atua como revisor de diversos periódicos internacionais, como Cement and Concrete Research, Construction & Building Materials, Computers and Concrete e ACI Materials Journal. Está credenciando como orientador de mestrado e doutorado do Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Ciência de Materiais (FZEA-USP). Membro do Núcleo de Apoio à Pesquisa BioSMat - Materiais para Biossistemas da USP desde 2012, atua na área de construção civil, com ênfase em Concretos Especiais, Concreto Leve, Microestrutura do Concreto, Uso de Subprodutos Agroindustriais na Construção Civil, Desempenho Ambiental, Economia Circular e Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) na Construção Civil.

Karin Maria Soares Chvatal, Instituto de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo (IAU-USP)

Professora Livre-Docente do IAU (Instituto de Arquitetura e Urbanismo) da Universidade de São Paulo. Atua na área de Arquitetura e Tecnologia (Desempenho Térmico e Eficiência Energética de Edificações, Simulações Computacionais e Arquitetura Bioclimática). Coordena o Laboratório de Conforto Ambiental - LCA.

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Publicado

2019-06-17

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