Estratégias para a minimização da emissão de CO2 de concretos

Autores

  • Vanessa Carina Heinrichs Chirico Oliveira Escola Politécnica da USP
  • Bruno Luís Damineli Escola Politécnica da USP
  • Vahan Agopyan Escola Politécnica da USP
  • Vanderley Moacyr John Escola Politécnica da USP

Palavras-chave:

Emissão de CO2, teor de clínquer, variabilidade na produção de concretos, eficiência do processo de formulação

Resumo

A maior parte das emissões do concreto originam-se na produção do cimento. A estratégia tradicional de minimização da pegada de CO2 tem privilegiado o grau de substituição do clínquer. No momento atual estima-se que a indústria cimenteira utilize toda a escória de alto forno gerada no país e a quase totalidade das cinzas de melhor qualidade. Desta forma, aumentando a demanda de cimento, a produção de clínquer aumenta, e o teor de adições no clínquer diminui dentro das extensas faixas permitidas pelas normas técnicas. O aumento do teor de adições em um tipo de cimento também pode ser realizado à custa da redução do teor de adições em outro tipo. Neste cenário, a seleção de um tipo de cimento em detrimento de outro não traz benefícios ambientais para o país, embora possa reduzir o impacto de uma obra específica. Outros fatores podem influenciar no total de emissões além da escolha do cimento, como a eficiência do processo de formulação, da variabilidade do processo de produção, etc. O objetivo do artigo é verificar o impacto de diferentes variáveis na pegada de CO2 do concreto estrutural, fornecendo subsídios à cadeia produtiva de concreto para minimização do seu impacto ambiental.

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Publicado

2014-10-06

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