Política de Assistência Social, Familismo e Biopolítica da Maternidade
DOI:
https://doi.org/10.22456/2238-152X.149267Resumo
Este artigo visa analisar os entraves e impasses do assistencialismo, tomando como problema central a invenção e as práticas do social a partir da instituição da Política Nacional de Assistência Social (PNAS) no Brasil. A partir de uma pesquisa documental de revisão temática, identificamos três eixos centrais. Primeiro, com uma breve arqueogenealogia da instituição das práticas de assistencialismo e do campo da assistência social no Brasil até a Constituição Federal de 1988. Em seguida, analisamos a reorganização socioassistencial nas bases do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Por fim, propomos que esta mudança paradigmática conduz à continuidade do familismo na Política Nacional de Assistência Social (PNAS) como modo de operacionalização da economia do cuidado pela naturalização da mulher como responsável familiar atualizada no dispositivo e na biopolítica da maternidade.
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