Comunidade e enraizamento: estudo psicossocial em residencial do Programa Minha Casa Minha Vida
DOI:
https://doi.org/10.22456/2238-152X.146874Resumo
A partir da experiência profissional em projeto de desenvolvimento comunitário no residencial Jardim Bassoli do Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV) na cidade de Campinas (SP), surgiram inquietações referentes ao direito à moradia e os sofrimentos psicossociais decorrentes da ausência e/ou ineficiência de políticas públicas na comunidade. Este artigo apresenta os aprendizados da pesquisa que investigou a participação comunitária como estratégia psicossocial de enfrentamento ao desenraizamento de moradoras no residencial Jardim Bassoli. Buscou-se, pelo aporte teórico da psicologia social comunitária e da metodologia qualitativa, que contempla o uso de técnicas como entrevista semi-estruturada e observação participante, debater o uso da noção de comunidade para compreensão dos processos comunitários de desenraizamento/enraizamento. Os resultados alcançados pela pesquisa permitem afirmar que os elementos enraizantes/desenraizantes descritos por Simone Weil (1979) a partir da experiência fabril se fazem presentes também no cotidiano de quem vivencia as situações narradas pelas moradoras do Jardim Bassoli.
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