Olympia: la mirada femenina sobre los juegos olímpicos de Berlín

Autores

  • María Graciela Rodríguez

DOI:

https://doi.org/10.22456/1982-8918.2652

Resumo

Em 1936, quando se celebraram os Jogos Olímpicos de Berlim, Hitler confere a tarefa de filmá-los a Leni Riefenstahl, uma espécie de documentariasta do teceiro Reich que já, em 1934, havia feito um sobre o 1º Congresso Nazista. Olympia é, de certo modo, o filme oficial de Berlim 36, e, além de ser um documento da iconografia nazista foi realizado por uma mulher em um tempo onde isto não era comum na indústria cinematográfica. O objetivo deste trabalho é fazer uma análise interpretativa sobre o olhar feminino que atravessa o filme. Um olhar que, articulado com outros, se complementa em um todo narrativo indissociável do primeiro. A metodologia utilizada é da análise cultural visto que permite desvelar os significados que aparecem na superfície textual de Olimpia, cujos sentidos – alguns mais explíccitos que outros – estão plenos de referências contextuais. Se Olympia se mostra como um vagaroso deleite com atletas masculinos e femininos desnudos, um tanto ousado para a época e para o gênero documental, esta ousadia nos remete a uma colocação no filme a um só tempo estético e ideológico somente possível por tratar-se de um olhar feminino. Isto é o que este trabalho pretende demonstrar.

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Publicado

2002-12-05

Como Citar

RODRÍGUEZ, M. G. Olympia: la mirada femenina sobre los juegos olímpicos de Berlín. Movimento, [S. l.], v. 8, n. 3, p. 89–95, 2002. DOI: 10.22456/1982-8918.2652. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/Movimento/article/view/2652. Acesso em: 2 jun. 2023.

Edição

Seção

Seção Mercosul