Percepções de mães de filhos com autismo ou deficiência intelectual sobre uso de framework educacional

Autores

Resumo

O ano de 2020 foi marcado pela pandemia de Covid-19, que levou muitas famílias a ficarem em isolamento social. Esta situação demandou a reorganização da oferta dos serviços educacionais especializados, por meio do uso de ferramentas digitais. O objetivo do presente trabalho foi analisar as percepções de mães de estudantes com autismo ou deficiência intelectual que já realizavam intervenção comportamental e que passaram então, a utilizar um framework computacional, denominado de SEIA, para a aplicação de atividades educacionais remotas. Participaram da pesquisa, cinco mães que responderam um questionário sobre intervenções durante o isolamento e avaliação do framework para aplicação de objetivos de ensino. Profissionais interdisciplinares que aplicavam a intervenção comportamental antes da pandemia elaboraram diferentes atividades para os cinco filhos, enquanto suas mães reaplicavam essas atividades em casa. Após a avaliação, as mães declararam que o framework foi uma ferramenta viável para aplicar atividades educacionais remotas.

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Biografia do Autor

Fernanda Aparecida Barbosa de Araujo, Universidade Federal do ABC

Graduanda em Bacharelado em Ciências da Computação e Licenciatura em Química pela Universidade Federal do ABC. Integrante do Grupo de Pesquisa em Educação Especial e Inclusiva da UFABC (GPEEI) e do Núcleo de Investigação em Educação Química (NIEQ). Estagiária da Especialização em Educação Especial e Inclusiva da UFABC, interessa-se por pesquisas na área de Educação Inclusiva e Tecnologias da Informação e Comunicação na Educação. 

Priscila Benitez, Universidade Federal do ABC

Professora Adjunta na Universidade Federal do ABC (UFABC), credenciada para orientação de dissertação de Mestrado no Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão da Inovação da UFABC e no Programa de Pós-Graduação em Educação Especial da UFSCar. Doutora em Psicologia (UFSCar, bolsista FAPESP e CAPES-PSDE), Mestre em Psicologia (UFSCar, bolsista CAPES-Reuni), Especialista em Intervenção familiar: psicoterapia e orientação sistêmica (FAMERP-SJRP/SP) e Graduada em Psicologia e Pedagogia. Realizou estágio de Doutorado Sanduíche no exterior (com bolsa CAPES-PSDE) na Universitat de Barcelona (Departament de Psicologia Evolutiva i de l'Educación) e no Centro de Investigación y Enseñanza del Lenguaje. Realizou visita técnica (com bolsa FAPESP) no Autism Support Services: Education, Research and Training (ASSERT), na Universidade Estadual de Utah (EUA). Pesquisadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia sobre Comportamento, Cognição e Ensino (INCT-ECCE). Líder do GPEEI - Grupo de Pesquisa em Educação Especial e Inclusiva da UFABC. Atua nas seguintes áreas de pesquisa: Análise do Comportamento Aplicada (ABA), autismo, deficiência intelectual, educação especial e inclusiva e família. Mãe da Cecília, esteve em licença maternidade em 2017.

Diogo Fernando Trevisan, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

Possui graduação em sistemas de informação pela Universidade Federal da Grande Dourados (2010), mestrado em Ciência da Computação pela Universidade Federal do ABC (2013) e doutorado em Ciência da Computação pela Universidade Federal do ABC (2021). Atualmente é professor adjunto da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul. Atualmente tem pesquisado em softwares educacionais e games.

João Paulo Gois, Universidade Federal do ABC

Graduado em Matemática pela Universidade Estadual Paulista - UNESP, mestre e doutor em Ciências da Computação e Matemática Computacional pela Universidade de São Paulo - ICMC/USP. Atualmente é professor associado - nível III da Universidade Federal do ABC. Na UFABC, ocupou o cargo de coordenador do Programa da Pós-graduação em Ciência da Computação e atualmente é pró-reitor adjunto de Pós-Graduação.

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Publicado

2023-11-20

Como Citar

FERNANDA APARECIDA BARBOSA DE ARAUJO; PRISCILA BENITEZ; DIOGO FERNANDO TREVISAN; DA ROCHA, L. R. M.; JOÃO PAULO GOIS. Percepções de mães de filhos com autismo ou deficiência intelectual sobre uso de framework educacional . Informática na educação: teoria & prática, Porto Alegre, v. 26, n. 1, p. 64–72, 2023. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/InfEducTeoriaPratica/article/view/127906. Acesso em: 1 mar. 2024.