Arquivos pessoais para quê? Dinâmicas de utilidade dos arquivos acumulados por pessoas
DOI:
https://doi.org/10.1590/1808-5245.31.145116Palabras clave:
arquivos pessoais, patrimônio documental, memória coletiva, identidadeResumen
Os arquivos pessoais, enquanto conjunto de documentos acumulados por pessoas no decorrer de suas atividades rotineiras e preservados consoante a manifestação do desejo e da necessidade de seus acumuladores (bem como de seus herdeiros), constituem parte do patrimônio documental produzido pela humanidade, mesmo que, em um primeiro momento, restrinjam-se às limitações dos espaços e usos privados que lhes são inerentes. Para além da oficialidade dos arquivos públicos, fundamentais para a eficiência administrativa e para a história social, entende-se que os conjuntos documentais acumulados por pessoas são imprescindíveis para a construção da história e de memórias individuais e coletivas, o que justifica os processos de institucionalização de arquivos pessoais. De caráter exploratório e baseado em revisão de literatura, o artigo discute as dinâmicas de utilidade social dos arquivos pessoais a partir de duas categorias conceituais: (1) o arquivo como prova e (2) o arquivo como informação ou testemunho. Com isso, a discussão ressalta a importância dos arquivos pessoais para além das razões que lhes deram origem e justificaram sua acumulação (vinculadas ao seu valor probatório), e sublinha a relevância social destes conjuntos, pautadas nos valores secundários (enquanto fonte de informação sobre/para a sociedade).
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