Construindo Pontes e Fronteiras com o Pensamento de Déficit

Jill Koyama, Suzanne Desjardin

Resumo


Neste artigo, olhamos para um programa de transição do ensino médio para a faculdade voltado a preparar jovens latinxs que vivem no Arizona, um estado fronteiriço no sudoeste dos EUA, para que contornem, quiçá atravessem, fronteiras, incluídas aquelas associadas ao acesso à faculdade. Intencionalmente, problematizamos os discursos de situação de risco que reificam a natureza dessas paisagens fronteiriças dentro de enquadramentos neoliberais que visam explicar padrões educacionais de latinxs e que inspiram o programa de transição para a faculdade que examinamos. Demonstramos que, embora o programa forneça capital social e cultural, bem como suporte acadêmico temporário adicional necessário para que alunos do ensino médio atravessem os processos de ingresso na faculdade, ele também está envolto em perspectivas de déficit que enquadram xs latinxs como situação de risco devido a sua cultura, etnicidade e idioma, ou, inversamente, desconsideram inteiramente sua herança. Por fim, propomos recomendações para futuras pesquisas sobre programas preparatórios e de transição. Defendemos a inversão das análises para restituir e reconsiderar, e potencialmente desmantelar, as representações do pensamento deficitário de situação de risco, que ainda sustentam muitos programas destinados a mediar fronteiras vivenciadas por latinxs.

Palavras-chave


Latinxs; Fronteira EUA-México; Transição para a faculdade; AVID.



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