Museu da Vida e seus públicos: reflexões sobre a zona de influência e o papel social de um museu de ciência

Diego Vaz Bevilaqua, Ana Carolina de Souza Gonzalez, Sonia Maria Figueira Mano, Vanessa Fernandes Guimarães, Wanessa da Silva de Almeida

Resumo


Este artigo retrata o processo de definição da zona de influência do Museu da Vida, ou seja, das áreas do município de onde provém a maioria dos seus visitantes e cuja população seria a base para a amostragem da pesquisa. Apresenta, como resultados a análise sociodemográfica e características relevantes deste público. Essa definição de zona de influência, dentro da cidade do Rio de Janeiro, uniu conceitos de território e o conhecimento acumulado sobre a proveniência dos visitantes do visitante do Museu da Vida e foi definida como uma área contínua do município abrangendo a Zona Central, Grande Tijuca, Zona Norte e Grande Jacarepaguá. Nesta área, 1296 pessoas responderam a um questionário autoaplicado, das quais 13% já haviam visitado o Museu da Vida. Em contraste com aqueles que nunca visitaram o Museu, o público que já visitou é relativamente jovem, com uma discreta maioria de mulheres, renda bem distribuída de acordo com a distribuição local, porém com um grau de escolaridade maior que a média. Analisamos, também, hábitos culturais relacionados a busca de informação em ciência e tecnologia na infância, a percepção dos visitantes sobre a influência da visita ao museu, seu interesse, conhecimento e engajamento a respeito de temas de ciência e tecnologia e de que forma lidam com notícias falsas em ciência. Essas análises nos permitiram uma visão mais sistêmica da importância do papel de um museu de ciência em uma região com baixíssima oferta de equipamentos de ciência e cultura.

Palavras-chave


Estudo de Público; Divulgação Científica; Museu de Ciência; Zona de Influência; Museu da Vida

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DOI: https://doi.org/10.19132/1808-524500.%25p



Em Questão | ISSN 1808-5245 | EQ no Facebook | EQ no Google Scholar

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