A Carne Monstruosa: corpos coletivos e o Estado-Forma na Mesopotâmia Moderna

Autores

Palavras-chave:

Biopolítica, Monster, Autonomia Política, Estado Islâmico, Colonialismo

Resumo

O Oriente Médio está em caos. Descrito como monstruoso, o Estado Islâmico (EI) foi derrotado, mas retornou como insurgência crônica no estilo de guerrilha e como sombra de outros conflitos que assomam a região. O artigo retoma esta situação por meio do conceito de monstro biopolítico como o corpo comum de resistência e luta, explorando seus aspectos libertadores em termos de organização e autonomia política, e sustenta que o EI tem mais em comum com o Estadoforma do que com o monstro. O caso do Curdistão Sírio será apresentado em comparação com o EI. Defende uma carne social monstruosa como corpo performativo de movimentos contemporâneos de protesto, investigando as etimologias rizomáticas de monstro para Aristóteles e antigos filósofos islâmicos, inspirando-se principalmente na tradição do pensamento imanente e seus pensadores contemporâneos, como Foucault, Deleuze, Guattari e Negri.

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Publicado

2019-04-15

Como Citar

Ganji, I. (2019). A Carne Monstruosa: corpos coletivos e o Estado-Forma na Mesopotâmia Moderna. Revista Brasileira De Estudos Da Presença, 9(2), 1–22. Recuperado de https://seer.ufrgs.br/index.php/presenca/article/view/90608

Edição

Seção

Temas Contemporâneos