Agentes globais e esfera local: o pólo automobilístico de Gravataí

Auteurs

  • Sandro Ruduit Garcia Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Mots-clés :

Indústria automobilística. Relações de trabalho e emprego. Cadeia produtiva. Desenvolvimento regional. Globalização.

Résumé

O artigo tenta discutir aspectos das relações global-local, focalizando o processo de formação e desenvolvimento do pólo automobilístico de Gravataí e suas implicações sociais no âmbito das relações de trabalho e emprego em empresas locais. Ao reconhecer a recente formação do sistema global, supõe-se que a presença de agentes globais em contextos locais tenderia a criar novas dinâmicas sociais que dependeriam de articulações específicas entre conjunturas econômico-institucionais, níveis e tipos de recursos econômicos e sociais disponíveis, e estratégias mobilizadas pelos agentes sociais. Os agentes globais imporiam novas referências competitivas e tecnológicas aos agentes locais, que se achariam, com frequência, despreparados para acompanhar tais exigências. Por outro lado, poderiam ser criadas, com diferentes configurações, chances de acesso a capitais, mercados, tecnologias e conhecimentos, estimulando mudanças nas relações de trabalho e emprego na esfera local. A assimetria nas relações de poder econômico não impediria a reação dos agentes locais, nas possibilidades de seus recursos e nos horizontes de seus valores, às novas regras e condições do sistema internacional. A relação global-local teria, portanto, implicações distintas entre os agentes sociais.

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Biographie de l'auteur

Sandro Ruduit Garcia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

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Comment citer

RUDUIT GARCIA, Sandro. Agentes globais e esfera local: o pólo automobilístico de Gravataí. Sociologias, [S. l.], v. 12, n. 23, 2010. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/sociologias/article/view/12723. Acesso em: 23 sept. 2026.