Entre substâncias e relações: formação e modernização do Brasil em Raízes e Sobrados (1936)
DOI :
https://doi.org/10.1590/15174522-112158Mots-clés :
Pensamento social no Brasil, teoria sociológica, Raízes do Brasil, Sobrados e Mucambos, modernidadeRésumé
Interessado no potencial heurístico das edições inaugurais de Raízes do Brasil e de Sobrados e Mucambos (1936), bem como em suas eventuais interlocuções com agendas de reflexão contemporâneas, o presente artigo almeja inquirir a respeito de suas afinidades em torno de uma questão em particular. Refiro-me a certas ambivalências e tensões interpretativas latentes nos ensaios, alimentadas pela coexistência de duas visadas que fazem pender as atenções de Sérgio Buarque de Holanda e de Gilberto Freyre em direções aparentemente inconciliáveis: de um lado, um viés internalista e substancialista da formação e modernização do país e, de outro, uma perspectiva transacional desses processos. Na parte final do artigo, à luz dos insights oferecidos pelo debate sociológico relacional, teço considerações acerca das contribuições das obras para uma abordagem da vida social brasileira sensível à miríade de conexões socio-históricas implicadas em sua formação e adesão aos padrões de sociabilidade modernos.
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