The meanings of higher education degree and gender roles
DOI:
https://doi.org/10.1590/1807-0337/e138980Keywords:
generation college graduates, intersectionality, gender roles, higher education.Abstract
The article discusses the meanings of the higher education degree for those known and self-proclaimed as the “first generation” of graduates of a family. Specifically, it highlights how the higher credential was associated with significant inflections of gender roles that were expected for women and men from working-class backgrounds. The narratives, obtained through in-depth interviews, revealed stereotypes of gender, class and race, which were analyzed, in the present text, in dialogue with the field of intersectional studies.
Downloads
References
ABRAMO, Helena Wendel. Considerações sobre a tematização social da juventude no Brasil. São Paulo. Revista Brasileira de Educação, n. 5-6, p. 25- 36, 1997.
ALBERTI, Verena. Manual de história oral. 2. ed. Rio de Janeiro: FGV, 2004.
ARAÚJO, Anna Bárbara; MONTICELLI, Tais; ACCIARI, Louisa. Trabalho doméstico e de cuidado: um campo de debate. Tempo Social, v. 33, p. 147- 167, 2021.
BOURDIEU, Pierre. A juventude é apenas uma palavra. In: BOURDIEU, Pierre (ed.). Questões de Sociologia. Rio de Janeiro: Marco Zero, 1983.
BRUSCHINI, Cristina et al. Trabalho, renda e políticas sociais: avanços e desafios. In: BARSTED, Leila Linhares; PITANGUY, Jacqueline (ed.). O progresso das mulheres no Brasil 2003-2010. Rio de Janeiro: CEPIA; Brasília: ONU Mulheres, 2011.
CAMARANO, Ana Amélia; KANSO, Solange. O que estão fazendo os jovens que não estudam, não trabalham e não procuram trabalho? Rio de Janeiro: Ipea, 2012. (Nota Técnica Mercado de Trabalho, n. 53).
CARDOSO, Adalberto. Transições da Escola para o Trabalho no Brasil: persistência da desigualdade e frustração de expectativas. Dados, v. 51, n. 3, p. 569-615, 2008. DOI: http://doi.org/10.1590/S0011-52582008000300002.
CARDOSO, Adalberto. A construção da sociedade do trabalho no Brasil: uma investigação sobre a persistência secular das desigualdades. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2010.
CHO, Sumi; CRENSHAW, Kimberlé; MCCALL, Leslie. Toward a field of intersectionality studies: theory, applications and praxis. Signs, v. 38, n. 4, p. 785-810, 2013.
COLLINS, Patrícia Hill. Pensamento Negro Feminista: conhecimento, consciência e política do empoderamento. São Paulo: Boitempo, 2019.
CORSEUIL, Carlos Henrique; SANTOS, Daniel Domingues; FOGUEL, Miguel Nathan. Decisões críticas em idades críticas: a escolha dos jovens entre estudo e trabalho no Brasil e em outros países da América Latina. Rio de Janeiro: Ipea, 2001. (Texto para Discussão, n. 797).
CRENSHAW, Kimberlé. Demarginalizing the intersection of race and sex: a black feminist critique of antidiscrimination doctrine, feminist theory, and antiracist politics. University of Chicago Legal Forum, v. 1989, n. 1, p. 8, 1989.
CRENSHAW, Kimberlé. Documento para o encontro de especialistas em aspectos da discriminação racial relativos ao gênero. Estudos Feministas, v. 10, n. 1, p. 1, 2002.
GONZALEZ, Lélia. Cultura, etnicidade e trabalho: efeitos linguísticos e políticos da exploração da mulher. In: RIOS, Flávia; LIMA, Márcia (ed.). Por um feminismo afro-latino-americano: ensaios, intervenções e diálogos. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.
GUIMARÃES, Nadya. Laboriosas mas redundantes: gênero e mobilidade no trabalho no Brasil dos 90. Estudos Feministas, v. 9, n. 1, p. 82-103, 2001. DOI: http://doi.org/10.1590/S0104-026X2001000100005.
HIRATA, Helena. Gênero, classe e raça: interseccionalidade e consubstancialidade das relações sociais. Tempo Social, v. 26, n. 1, p. 61-73, 2014. DOI: http://doi. org/10.1590/S0103-20702014000100005.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. Estatísticas de gênero: indicadores sociais das mulheres no Brasil. 2. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2021. (Estudos e Pesquisas. Informação Demográfica e Socioeconômica, n. 38).
ITABORAÍ, Nathalie Reis. Mudanças nas famílias brasileiras (1976-2012): uma perspectiva de classe e gênero. 2015. Tese (Doutorado em Sociologia) – Instituto de Estudos Sociais e Políticos, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2015.
LIMA, Márcia; PRATES, Ian. Emprego doméstico e mudança social: reprodução e heterogeneidade na base da estrutura ocupacional brasileira. Tempo Social, v. 31, n. 2, p. 149-172, 2019. DOI: http://doi.org/10.11606/0103-2070. ts.2019.149291.
LYRA, Diogo. A república dos meninos: juventude, tráfico e virtude. Rio de Janeiro: Mauad X, 2013.
MENDES, Tayná et al. Azul ou rosa? A segregação de gênero no ensino superior brasileiro, 2002-2016. Cadernos de Pesquisa, v. 51, p. 1-19, 2021. DOI: http:// doi.org/10.1590/198053147830.
NASH, Jennifer. Re-thinking intersectionality. Feminist Review, v. 89, n. 1, p. 1-15, 2008. DOI: http://doi.org/10.1057/fr.2008.4.
RIBEIRO, Carlos Antônio Costa. Estrutura de classe e mobilidade social no Brasil. Bauru: Edusc, 2007.
RICOEUR, Paul. Tempo e narrativa. Tomo II. São Paulo, Papirus, 1995.
ROCHA, Lia de Mattos. O “repertório dos projetos sociais”: política, mercado e controle social nas favelas. In: BRIMAN, Patrícia et al. (ed.). Dispositivos urbanos e trama dos viventes: ordens e resistências. 1. ed. Rio de Janeiro: Editora FGV/Faperj, 2015. v. 1, p. 291-312.
ROSEMBERG, Fúlvia; MADSEN, Nina. Educação formal, mulheres e gênero no Brasil contemporâneo. In: BARSTED, Leila Linhares; PITANGUY, Jacqueline (ed.). O progresso das mulheres no Brasil 2003-2010. Rio de Janeiro: CEPIA; Brasília: ONU Mulheres, 2011.
SANTOS, Clarissa Tagliari; LIMA, Raquel Guilherme; CARVALHAES, Flávio. O perfil institucional do sistema de ensino superior brasileiro após décadas de expansão. In: BARBOSA, Maria Lígia (ed.). A expansão desigual do Ensino Superior no Brasil. 1. ed. Curitiba: Appris, 2020.
SENKEVICS, Adriano Souza. A expansão recente do ensino superior: cinco tendências de 1991 a 2020. Cadernos de Estudos e Pesquisas em Políticas Educacionais: Cenários do Direito à Educação, v. 3, n. 4, p. 199-246, 2021.
SMALL, Mario Luís. How many cases do I need? On science and the logic of case selection in field-based research. Ethnography, v. 10, n. 5, p. 5-38, 2009.
SPOSITO, Marília Pontes; CARRANO, Paulo C. Rodrigues. Juventude e políticas públicas no Brasil. Revista Brasileira de Educação, n. 24, p. 16-39, 2003. DOI: http://doi.org/10.1590/S1413-24782003000300003.
VINUTO, Juliana. Suspeição generalizada: entrelaçamentos entre raça e gênero na produção da repressão estatal seletiva. In: RIOS, Flávia; CAMPOS, Luiz Augusto; LIMA, Raquel Guilherme de (ed.). Raça & Estado. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2022.
WEST, Candace; FENSTEMAKER, Sarah. Doing difference. Gender & Society, v. 9, n. 1, p. 8-37, 1995. DOI: http://doi.org/10.1177/089124395009001002.
ZALUAR, Alba. A máquina e a revolta: as organizações populares e o significado da pobreza. São Paulo, Brasiliense, 1985.
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License
Copyright (c) 2025 Raquel Guilherme de Lima

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Authors retain the copyright and grant the journal the right of first publication, with the work simultaneously licensed under the Creative Commons Attribution License which allows the sharing of work with acknowledgment of authorship and initial publication in this journal.