As performances do cotidiano, da memória e de gênero no documentário Kátia
DOI:
https://doi.org/10.19132/1807-8583202253.125342Palabras clave:
documentário, performance, memória, cotidiano, gêneroResumen
Kátia é um documentário sobre Kátia Tapety, a primeira travesti eleita a um cargo político no Brasil. Foi vereadora por três vezes e vice-prefeita (2004-2008), uma situação excepcional no país que mais mata pessoas trans e travestis no mundo. Com o objetivo de perceber como o filme constrói a história de vida de Kátia, partimos da hipótese de que as performances do cotidiano, de gênero e da memória constituem o alicerce por meio do qual é possível acessá-la como personagem. Para isso, a análise se concentra nos componentes fílmicos imanentes que permitem a identificação dessas instâncias, com o suporte teórico relacionado aos estudos de performance. Pelos elementos narrativos fornecidos pelo filme, o texto lança luz à subjetividade da protagonista e revela que as memórias individuais podem apresentar um caráter mais coletivo. Esse movimento permite ao filme ultrapassar imaginários cristalizados e redutores a respeito de questões referentes à orientação sexual e à identidade de gênero que ainda circulam insistentemente em nossa sociedade.
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