Hiperaldosteronismo Primário

Autores

  • Eduardo Guimarães Camargo Serviço de Endocrinologia, HCPA; Faculdade de Medicina, UFRGS
  • Ana Bittencourt Detanico Serviço de Endocrinologia, HCPA; Faculdade de Medicina, UFRGS
  • Renata Ortiz Pedrini Serviço de Endocrinologia, HCPA; Faculdade de Medicina, UFRGS
  • Sandra Pinho Silveiro Serviço de Endocrinologia, HCPA; Faculdade de Medicina, UFRGS

Palavras-chave:

hiperaldosteronismo, HAP, hipocalemia, hipertensão arterial sistêmica, diabete melito, aldosterona

Resumo

O hiperaldosteronismo primário (HAP) é uma síndrome decorrente do aumento da secreção autônoma de aldosterona pela glândula adrenal, independente do controle da renina. O rastreamento do HAP está indicado em indivíduos com hipertensão arterial sistêmica (HAS) e hipocalemia espontânea ou grave com doses moderadas de diuréticos ou HAS refratária ao tratamento (≥ 3 agentes anti-hipertensivos). No presente relato, paciente masculino apresentava diabete melito (DM) de início recente e HAS, emagrecimento, poliúria, polidipsia, e cansaço aos médios esforços. Apresentava hipocalemia grave e investigação laboratorial confirmou a suspeita de HAP, com medida de aldosterona sérica e urinária elevadas com diminuição da atividade da renina plasmática e aumento da razão aldosterona sérica/renina. Tomografia computadorizada de adrenais mostrou adenoma na adrenal esquerda. Após cirurgia, o paciente evoluiu com melhora dos níveis tensionais e normalização do metabolismo da glicose. Embora a prevalência de HAP em pacientes com DM não seja diferente da população de hipertensos não-diabéticos, a sua presença deve ser investigada nos casos de HAS refratária ou quando há hipocalemia. Em pacientes com DM, o metabolismo do cortisol também deve ser investigado para afastar a concomitância de hipercortisolismo decorrente de adenoma misto.

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Publicado

2008-04-30

Como Citar

1.
Guimarães Camargo E, Bittencourt Detanico A, Ortiz Pedrini R, Pinho Silveiro S. Hiperaldosteronismo Primário. Clin Biomed Res [Internet]. 30º de abril de 2008 [citado 2º de dezembro de 2022];28(1). Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/hcpa/article/view/2996

Edição

Seção

Relatos de Casos

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