Quem disse que crianças não sabem fazer curadoria? ‘Ver diferentes (ver)sões é legal!
DOI:
https://doi.org/10.22456/2357-9854.92356Palavras-chave:
Crianças. Museu. Curadoria. Artes. Linguagens.Resumo
O artigo apresenta a exposição “Ver diferentes (ver)sões é legal” que foi construída na interação entre crianças, professoras, pesquisadores e profissionais do Museu da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O trabalho de campo gerou dados capazes de mostrar à comunidade acadêmica os modos como as crianças de uma escola de Educação Infantil construíram a curadoria da exposição. Tomando como mote a interação entre literatura infantil e artes expressivas. Tal mostra exigiu das crianças um olhar atento, interessado, reflexivo das práticas que já ocorriam na escola. Relacionavam as formas como as propostas que envolviam as Artes Visuais eram pensadas para serem expostas no Museu. O texto atenta para como as leituras, estudos, encontros, planejamentos, avanços, recuos, que fizeram parte do processo vivido por parte da equipe, demonstram como se aprende com as crianças, quando as condições para conhecer, criar, apreciar, trocar, imaginar são possibilitadas. Mostra que elas não foram meros leitores passivos de um trabalho de artes; pelo contrário, apresentaram suas artistagens e como estas estavam incorporadas às suas vivências nos Museus da cidade.
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