Bruja artista maestra: tres espectros de lo femenino encarcelado

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.22456/2357-9854.121169

Palabras clave:

Mujeres, Arte, Feminismo, Docente, Rol de Género

Resumen

La evocación de la maestra bruja artista tiene como objetivo pensar nuevas tácticas de enseñanza libertaria. Interpretar el género femenino como un ejercicio de afrontamiento de los espacios de encierro de la mujer revela cuán arbitrarios y violentos son los roles normativos construidos por el estándar binario de la sociedad patriarcal. Con la capoeira y el arte producido por mujeres adentramos en la disputa por el poder sobre nuestros cuerpos provocando cambios de roles y lógicas. Concluimos que el pensamiento binario es el fundamento epistemológico que subyace a la supuesta “naturaleza” de lo femenino que subjetiviza a la mujer como cuidadora y pasiva, convirtiendo a la maestra en la figura estereotipada de la “tía”, una figura gentil que sirve para domesticar y apaciguar, instrumento central en la fabricación de sujetos dóciles.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Isabela Nascimento Frade, Universidade Federal do Espírito Santo — UFES, Vitória/ES; Universidade do Estado do Rio de Janeiro — UERJ, Rio de Janeiro/RJ, Brasil

Licenciada em Artes pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, mestre em Comunicação e Teoria da Cultura, doutora em Comunicação pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. Professora Adjunta do Departamento de Artes Visuais da Universidade Federal do Espírito Santo, cadeira de Cerâmica/Escultura. Docente Permanente do Programa de Pós-Graduação em Arte e Cultura Contemporânea da Universidade do Estado do Rio de Janeiro junto à linha ARTE, PENSAMENTO E PERFORMATIVIDADE. Desenvolve pesquisas e orienta projetos relacionando arte, educação, cultura e comunicação com foco sobre os seguintes temas: cerâmica e artes da terra, poéticas relacionais e paisagem cultural. É líder do grupo de pesquisa Fronteiras Críticas, arte, pensamento e ação poética- GP/CNPq e vice-líder do Cultura Material - GP UERJ/CNPq, também participante do grupo ESTUDOS DA PAISAGEM - GP/CNPq. Investigadora integrada à Red Internacional del Conocimiento com sede no Centro de Estudios Superiores de la Universidad de Santiago do Chile, a Red Latinomericana de Investigadores Diálogos en Mercosur.

Clarice Duarte Rangel, Universidade do Estado do Rio de Janeiro — UERJ; SEMED/PMRJ, Rio de Janeiro/RJ, Brasil

Doutoranda em Artes, na linha Arte, Pensamento e Peformatividade, pelo Programa de Pós-graduação em Artes (PPGArtes) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Mestra em Artes (2016) e graduada em licenciatura em Artes Visuais (2011) pela mesma instituição. Realizou Pós-Graduação em Arteterapia na Clínica Pomar/FAVI. Integrante do grupo de pesquisa O Espaço Crítico - Arte, Pensamento e Ação Educadora coordenado pela Prof Drª Isabela Frade. Atua como professora de Artes Visuais na rede municipal do Rio de Janeiro. As áreas de investigação são arte/educação, psicologia, ecologia; pesquisando sobre o pensamento ecológico/ambiental no campo educacional, o projeto de Cidade Educadora e a consolidação de uma Comunidade de Aprendizagem (CA).

Daniele de Sá Alves, Universidade Federal de Minas Gerais — UFMG, Belo Horizonte/MG, Brasil

Professora adjunta nos cursos de licenciatura em artes visuais e pedagogia da Faculdade de Educação da UFMG. Curadora e coordenadora do Espaço Arteducação da FaE/UFMG. Doutora em Arte e Cultura Contemporânea pelo PPGARTES da UERJ. Mestre em Museologia e Patrimônio pelo PPG-PMUS da UNIRIO, especialista em Design pela Faculdade Estácio de Sá e em Ensino da Arte pela UFMG. Licenciada e Bacharel em Artes pela Universidade Federal de Juiz de Fora-UFJF. Foi professora efetiva do curso de artes visuais - licenciatura da Escola de Design - UEMG e professora substituta da faculdade de educação na Universidade Federal de Juiz de Fora. Atuou em diversas escolas da rede pública e particular como professora de Artes. Desenvolve pesquisas e orienta projetos relacionando arte, educação e cultura.

Isabel Regina de Souza Lobo Hennig, Núcleo de Arte do Leblon do município do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro/RJ, Brasil

Doutora em Artes Visuais no PPGARTES/UERJ Linha de Pesquisa: Arte, Cognição e Cultura (2018); Mestre em Artes Visuais pelo PPGAV/EBA /UFRJ -Universidade Federal do Rio de Janeiro (2008); Especialista em Psicopedagogia pela PUC-RIO; Graduada em Bacharel em Psicologia pela Faculdade de Psicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro -UFRJ(1997) e Licenciada em Educação Artística (Artes Plásticas) pela Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro -UFRJ(1989). Especialista como professora em deficiência visual-IBC(1990);Professora do Núcleo de Arte do Leblon do Município do Rio de Janeiro; Atuação profissional em: educação artística e pesquisadora dos seguintes temas: Educação, Arte, Cerâmica; currículo do ensino das artes visuais; memória; poética; o feminino/feminismo nas artes visuais; arte contemporânea. Responsável pela reelaboração curricular da educação artística (artes visuais) do Município de Duque de Caxias.

Renata de Mello Cerqueira Pereira, Universidade do Estado do Rio de Janeiro — UERJ, Rio de Janeiro/RJ, Brasil

Doutoranda em Artes na UERJ, mestre em Antropologia Social pela Universidade Federal de Sergipe, especialista em Estudos Contemporâneos em Dança pela Universidade Federal da Bahia, especialista em Psicomotricidade pela Associação de Ensino e Cultura Pio Décimo e graduada em Educação Física pela Universidade Federal de Sergipe. Bailarina, instrutora de Pilates, praticante de Yoga e com breves experiências em Artes Circenses e Teatro. Disposta a estudar e pesquisar as relações entre Arte, Corpo e Cidade, bem como suas reverberações nas dinâmicas sociais e questões acerca de políticas públicas e novas demandas da Cultura.

Judivânia Maria Nunes Rodrigues, ONG Instituto Pe. Vilson Groh – IVG, Florianópolis/SC, Brasil

Pesquisadora e arte-educadora no âmbito da Educação Formal e Não-Formal, com atuação nas áreas de Arte, Geografia, Educação, Cultura Popular, Fotografia e Formação de professores, desenvolvendo Projetos interdisciplinares envolvendo arte, geografia, educação e cultura. Idealizou e executou Projetos a partir de editais do BNDES, INCRA, FUNARTE e Fundação Cultural Franklyn e Cascaes. Doutoranda pelo PPGEO da Universidade Federal do Paraná - UFPR. Doutora pelo PPGARTES da Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ. Mestre em Artes Visuais pela Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC. Especialista em Fotografia como Instrumento de Pesquisa nas Ciências Sociais pela Universidade Cândido Mendes - UCAM e Bacharel em Geografia pela Universidade Federal do Paraná - UFPR.

Citas

ARAÚJO, Rosângela Costa. Elas Gingam! In: PIRES, Antonio. et al. (org.) Capoeiras em Múltiplos Olhares. Estudos e Pesquisas em Jogo. Cruz das Almas: EDUFRB; Belo Horizonte: Fino Traço, 2016.

ARCHER, Michael. Arte Contemporânea: uma história concisa. São Paulo: Editora Martins Fontes, 2001.

BEAUVOIR, Simone de. O segundo sexo. A experiência vivida (Vol. 2). 2.ed. São Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1967.

BETHENCOURT, Francisco. O imaginário da magia: feiticeiras, adivinhos e curandeiros em Portugal no século XVI. São Paulo: Companhia da Letras, 2004.

CHICAGO, Judy; LUCIE-SMITH, Edward. Womem and Art. Contested Territory. New York : Watson Guptil publications, 1999.

DIAS, Adriana Albert. A mandinga e a cultura malandra dos capoeiras (Salvador 1920-1925). Revista de História, v.1, n. 2, p. 53-59, 2009.

DORLIN, Elsa. Sexo, gênero e sexualidades - Introdução à teoria feminista. Trad Jamille Pinheiro Dias e Raquel Camargo. São Paulo: crocodilo/Ubu Editora, 2021.

FAJARDO-HILL, Cecília e GIUNTA, Andrea. Radical Women: Latin-American Art, 1960-1985. Getty Fundation. Los Angeles, 2018.

FEDERICI, Silvia. O ponto zero da revolução: trabalho doméstico, reprodução e luta feminista. São Paulo: Elefante, 2009.

FEDERICI, Silvia. Calibã e a bruxa: mulheres, corpo e a acumulação primitiva. Tradução Coletivo Sycorax. São Paulo: Elefante, 2017.

FRADE, Isabel; ALVARENGA, Ana. Sedução à Norma – Formação Docente em Arte e seus Regramentos. Manifesto manuscrito. (inédito). Rio de Janeiro, 2014

FREIRE, Paulo. Professora sim, tia não - cartas a quem ousa ensinar. Ed. São Paulo: Olho d’Água, 2003.

HANISCH, C. The personal is political. Em: FIRESTONE, S.; KOEDT, A. (Orgs.1970). Notes from the second year: women’s Liberation, 1970. Disponível na íntegra em: http://www.carolhanisch.org/CHwritings/PIP.html. Acesso em: 02 dez. 2021.

hooks, bell. Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. Trad. Marcelo Brandão Cipolla. 2. ed. - São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2017.

MOURE, Gloria. Ana Mendieta. Santiago de Compostela, Centro Galego de Arte Contemporánea: 1996.

NOCHILIN, Linda. “Why have there been no great women artists?” In: Women, Art, and Power and Other Essays. Londres & NY, 1989.

PEREIRA, Renata. Meu encontro com o selvagem. In: Entrecampos [recurso eletrônico]: etnografias e ensaios antropológicos / (orgs.) Anatil Maux, Ítalo de Melo Ramalho, Leonardo Leal Esteves. São Cristóvão, SE: Editora UFS, 2021.P.92-158.

RODRIGUES, Carla; BORGES, Luciana. Ramos; DE OLIVEIRA, Tania Regina. (Org.) Problemas de gênero. Rio de Janeiro: Funarte, 2016.

SILVA, Rafael. A Mulher na Capoeira e a Participação no Movimento de Resistência ao Sistema Racista e Patriarcal. IV SEMINÁRIO ENLAÇANDO SEXUALIDADES, V.1, 2015.

TVARDOVSKAS, Luana Saturnino: Teoria e crítica feminista nas artes visuais. Anais do XXVI Simpósio Nacional de História – ANPUH: São Paulo, 2011, p. 1-16.

VISO, Olga. Unseen Mendieta. New York, Prestel: 2008.

VITÓRIA. Andréia. A Malta de Saias Ginga na UFRN: desconstruindo o machismo na roda viva. Revista INTERFACE – Natal/RN – v.12 nº 2, p. 106 a 119, jul/dez 2015.

Publicado

2023-07-21

Cómo citar

FRADE, Isabela Nascimento; RANGEL, Clarice Duarte; ALVES, Daniele de Sá; HENNIG, Isabel Regina de Souza Lobo; PEREIRA, Renata de Mello Cerqueira; RODRIGUES, Judivânia Maria Nunes. Bruja artista maestra: tres espectros de lo femenino encarcelado. Revista GEARTE, [S. l.], v. 10, 2023. DOI: 10.22456/2357-9854.121169. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/gearte/article/view/121169. Acesso em: 22 ago. 2026.

Número

Sección

Artículos