A Beleza do Contraditório: As Nuvens de Aristófanes

Autores

DOI:

https://doi.org/10.1590/2175-6236145374vs01

Palavras-chave:

Aristófanes, Sócrates, Nietzsche, Nuvens, Educação

Resumo

Aristófanes, em sua comédia, classifica Sócrates como sofista, em uma completa inversão de como o filósofo aparece nos textos de Platão. Nietzsche igualmente cria várias máscaras de Sócrates para enfrentá-lo em diferentes contextos. O objetivo do artigo é apresentar duas questões: avaliar a beleza possível no exercício do contraditório ao criar interpretação nova para fazer pensar e conectar a reflexão com a dimensão educacional, atualizando o tema para nosso tempo. Conclui-se, com o ensaio, que criar, inventar, é condição fundamental, pois somos “[...] fecundos apenas ao preço de sermos ricos em antagonismos, permanecemos jovens apenas sob a condição de que a alma não relaxe, não busque a paz” (Nietzsche, 2006, p. 35).

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Biografia do Autor

Lúcia Schneider Hardt, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis/SC – Brasil

Lúcia Schneider Hardt é professora titular da Universidade Federal de Santa Catarina no Departamento de Estudos Especializados em Educação, atuando na linha de Filosofia da Educação no Programa de Pós-Graduação em Educação. Possui mestrado e doutorado em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Desenvolve pesquisas especialmente a partir de Nietzsche. Bolsista produtividade em pesquisa – PQ2.

Publicado

2025-12-15

Como Citar

Hardt, L. S. (2025). A Beleza do Contraditório: As Nuvens de Aristófanes. Educação & Realidade, 50. https://doi.org/10.1590/2175-6236145374vs01

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