A Beleza do Contraditório: As Nuvens de Aristófanes
DOI:
https://doi.org/10.1590/2175-6236145374vs01Palavras-chave:
Aristófanes, Sócrates, Nietzsche, Nuvens, EducaçãoResumo
Aristófanes, em sua comédia, classifica Sócrates como sofista, em uma completa inversão de como o filósofo aparece nos textos de Platão. Nietzsche igualmente cria várias máscaras de Sócrates para enfrentá-lo em diferentes contextos. O objetivo do artigo é apresentar duas questões: avaliar a beleza possível no exercício do contraditório ao criar interpretação nova para fazer pensar e conectar a reflexão com a dimensão educacional, atualizando o tema para nosso tempo. Conclui-se, com o ensaio, que criar, inventar, é condição fundamental, pois somos “[...] fecundos apenas ao preço de sermos ricos em antagonismos, permanecemos jovens apenas sob a condição de que a alma não relaxe, não busque a paz” (Nietzsche, 2006, p. 35).
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