Didática do Inferno: teatro, pandemônio, tradução

Autores

  • Silas Borges Monteiro Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Cuiabá/MT – Brasil

Palavras-chave:

Didática. Transcriação. Filosofias da diferença. Educação.

Resumo

Este ensaio examina a palavra didática partindo do seu uso vernacular em direção à sua gênese na cultura grega. Para além de filologismo, quer encontrar os valores de uso que encharcam a palavra. Ao investigar o uso hodierno do termo, obtido de dicionários, identifica-se a escolha da palavra grega vinda de textos cristãos, em detrimento do uso primeiro, inscrito no teatro grego arcaico. Esse esquecimento, como recalque, indica o investimento instintual que o assunto contém. Daí, a hipótese deste texto é que a didática, não obstante seus esforços a partir da segunda metade do século XX, segue inscrita em uma metafísica da presença que estabelece um ideal de ser humano. A fim de se distanciar dessa concepção, opta-se por recorrer à filosofia do inferno de Sandra Corazza em direção a uma didática do inferno, que considere, por um lado, as fraturas de um pensamento diabólico, e, por outro, assuma-a como transcriação didática.

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Biografia do Autor

Silas Borges Monteiro, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Cuiabá/MT – Brasil

Silas Borges Monteiro é doutor em Educação pela Universidade de São Paulo. Atualmente, é professor Associado IV da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). É professor do Programa de Pós-Graduação em Educação e do Programa de Pós-graduação em Psicologia (ambos do Instituto de Educação) e do Programa de Pós-Graduação em Filosofia do Instituto de Ciências Humanas e Sociais, todos da UFMT.

Publicado

2022-11-01

Como Citar

Monteiro, S. B. (2022). Didática do Inferno: teatro, pandemônio, tradução. Educação &Amp; Realidade, 47. Recuperado de https://seer.ufrgs.br/index.php/educacaoerealidade/article/view/124426

Edição

Seção

Sandra Mara Corazza: uma vida...