Negação da Política e Negacionismo como Política: pandemia e democracia

Autores

Palavras-chave:

Negacionismo, Negação da Política, Pandemia, Banalização da Morte, Crise da Democracia

Resumo

O texto se desenvolve em três etapas complementares: primeiro, discutimos a estratégia da negação da política, com a qual Bolsonaro afrontou valores democráticos sem romper definitivamente com a democracia, tanto na campanha presidencial como na pandemia. No segundo momento, discutimos a estratégia do negacionismo como política, importante para a compreensão do modo como Bolsonaro empreendeu sua gestão da pandemia. No terceiro momento, argumentamos que durante a pandemia aquelas duas estratégias se conjugaram, produzindo fenômenos sócio-políticos que corroem a democracia, como a banalização das mortes e a naturalização da clivagem entre vidas valiosas, vidas submetidas a processos de menos-valia e vidas descartáveis.

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Biografia do Autor

André de Macedo Duarte, Universidade Federal do Paraná (UFPR), Curitiba/PR

André de Macedo Duarte é Professor Titular do Departamento de Filosofia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Brasil. É Professor do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da UFPR e do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFPR. Bolsista de Produtividade do CNPq 1-C.

Maria Rita de Assis César, Universidade Federal do Paraná (UFPR), Curitiba/PR

Maria Rita de Assis César é Professora Titular do Departamento de Teoria e Prática de Ensino da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Brasil. É Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFPR. Bolsista de Produtividade do CNPq 2.

Publicado

2021-01-26

Como Citar

Duarte, A. de M., & César, M. R. de A. (2021). Negação da Política e Negacionismo como Política: pandemia e democracia. Educação &Amp; Realidade, 45(4). Recuperado de https://seer.ufrgs.br/index.php/educacaoerealidade/article/view/109146

Edição

Seção

As Lições da Pandemia