A autonomização do campo de pesquisa em ensino de história no Brasil (1990-2022)
Resumo
Este artigo analisa a trajetória de autonomização do campo de pesquisa em Ensino de História no Brasil, tomando-se como referência a produção de teses do campo, entre 1990 e 2022. Argumentamos que esse processo nasce em um contexto pouco favorável à pesquisa científica, mas, depois, consolida-se em função das políticas públicas de expansão do ensino superior, a partir dos anos 2000. Identificamos, ainda, os principais agentes do campo que têm atuado nesse processo de autonomização no espaço dos Programas de Pós-Graduação, a saber: os professores orientadores das teses. A análise, mediada pelos conceitos de campo e capital, de Pierre Bourdieu, incidiu sobre um total de 222 teses levantadas junto ao banco de teses e dissertações da CAPES e, também, sobre os currículos lattes dos pesquisadores.
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