Desafiando “el espantajo de la ciência oficializada”: estatística social e pesquisa operária de Carolina Muzilli na Argentina do início do século XX

Authors

  • Andréa Cordeiro UFPR
  • Alexandra Bueno Unespar
  • Silvia de Ross Unespar

Abstract

This article sheds light on some aspects of the intellectual trajectory of Carolina Muzilli, a seamstress, feminist, writer, and activist for the rights of working-class women and children. Born in Argentina in 1889 into a working-class family, Carolina Muzilli did not have the opportunity to pursue university studies after completing her high school diploma. However, she dedicated herself to developing research on the situation of child and female labor in Argentina, adopting and adapting techniques from social statistics developed by the Italian Alfredo Nicéforo, with the aim of bringing to light, with scientific rigor and method, the situation of exploitation and social injustice that existed at the time. Muzilli also entered the field of eugenics studies, traditionally dominated by white men, mostly doctors, to defend the neo-Lamarckian idea that the best eugenic factor for a strong population would be to improve the living conditions and education of the working classes. Through historical research procedures, based especially on sources written by Muzili between 1907 and 1916, this study highlights her contributions and challenges faced as a woman in science and politics during the first decades of the 20th century, highlighting the intersection of gender and class in her struggle for social justice. The conclusions indicate that Carolina Muzilli's research and scientific dissemination efforts were impactful and deeply marked by the contingencies of her gender and a life built on the struggle for self-support while aiming for social transformation.

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Author Biographies

Andréa Cordeiro, UFPR

Professora de História da Educação no Departamento de Teoria e Fundamentos da Educação da Universidade Federal do Paraná e no Programa de Pós-Graduação em Educação da UFPR na linha de História e Historiografia da Educação. Doutora em Educação pela Universidade Federal do Paraná (2015) tendo feito parte de seu doutoramento na Universidad de la Republica (UDELAR) em Montevidéu, Uruguai. Pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Infância e Educação Infantil (NEPIE-UFPR) e do Grupo de Pesquisa História Intelectual e Educação (GEPHIE-UFPR). Membro da Red de Estudios de Historia de las Infancias en América Latina. Coordenadora do Projeto de Extensão Memórias e Histórias sobre Educação e do Centro de Documentação e Pesquisa em História da Educação da UFPR. Sub- Chefe do Departamento de Planejamento e Administração Escolar - UFPR ( Gestão 2018-2020). Parecerista ad hoc em periódicos científicos nacionais e internacionais nas áreas de Educação e História. Atualmente sua ênfase recai sobre a História da Educação, da Infância e da Cultura Material, principalmente nos seguintes temas: história da infância e da família na américa latina, história da educação e movimentos femininos na américa latina, movimentos pan-americanos em prol da infância, impressos e cultura material escolar, arquivos escolares.

Alexandra Bueno, Unespar

Doutora (2019) e mestra em Educação (2010) pela Linha de História e Historiografia da Educação na Universidade Federal do Paraná (UFPR), Pedagoga (2008) pela mesma universidade. Atualmente, é professora temporária no colegiado de Pedagogia da Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR Campus Paranaguá). Integrante do Grupo de Pesquisa História Intelectual e Educação da UFPR, desde 2006. Integra também o grupo Margem - Educação, Sociedade, Memória da Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR - Campus Paranaguá). Foi professora dos Anos Iniciais no munícipio de Araucária, entre 2008 e 2022 e coordenadora de Alfabetização e do PNAIC no mesmo munícipio no período de 2011 /2012. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em História da Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: história da educação, educação, intelectuais, história da educação e de movimentos de femininos e feministas no Brasil, práticas pedagógicas voltadas à infância.

Silvia de Ross, Unespar

Pós-doutora, Doutora e Mestre em Educação pela Universidade Federal do Paraná. Licenciada em Pedagogia pela Faculdade Machado de Assis e Bacharel em História pela Universidade Estadual de Ponta Grossa. Atua como professora colaboradora do Colegiado de Pedagogia da Unespar - Universidade do Paraná (Campus Paranaguá). Atuou como professora colaboradora do Departamento de Pedagogia na Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO) e como professora conteudista do Nead/UAB/Unicentro. Foi professora substituta na Universidade Federal do Paraná, Setor de Educação, curso de Pedagogia/EAD e professora mediadora presencial, polo UFPR, na Especialização em Práticas Assertivas da Educação Profissional Integradas à EJA (Funcern/IFRN). Também foi professora concursada da Rede Municipal de ensino de Itapejara DOeste/PR, Educação Infantil e Anos Iniciais. É Membro da Sociedade Brasileira de História da Educação (SBHE); dos grupos de pesquisa GPHIE - História Intelectual e Educação e NUHFOPE - Núcleo de Estudos e Pesquisas em História da Formação e das Práticas Educativas. Desenvolve pesquisas nas seguintes áreas: história da educação; história da saúde/doença; história intelectual.

Published

2025-07-08

How to Cite

Cordeiro, A., Bueno, A., & de Ross, S. (2025). Desafiando “el espantajo de la ciência oficializada”: estatística social e pesquisa operária de Carolina Muzilli na Argentina do início do século XX. Revista História Da Educação, 29. Retrieved from https://seer.ufrgs.br/index.php/asphe/article/view/142343

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Artigo / Article / Artículo