O papel dos "mestres" na construção do Francês Língua Estrangeira como disciplina escolar
Resumo
O Francês constitui-se nos séculos XVI, XVII e XVIII como campo de reflexão teórica e de elaboração de propostas práticas assim caracterizado: (i) específico, se comparado com a gênese de outros saberes escolares: o contato empírico dos mestres com a língua lhes permitiu realizar materiais (gramáticas, vocabulários, diálogos, correspondências...) que, embora destinados a constituir o saber a ser ensinado, também participam da elaboração do saber científico (descrição da língua); (ii) continuamente voltado para a reflexão metodológica e as práticas de sala de aula; (iii) orientado, desde o começo, para a elaboração de materiais adaptados à especificidade da disciplina e à opção metodológica escolhida; (iv) constituído por mestres preocupados com a dimensão ética de sua atividade, mas também pela análise reflexiva sobre sua própria atividade, seu papel e as demandas sociais. Estas características constituem o fundamento que os mestres de língua deixam aos professores no alvorecer da disciplinarização do Francês língua estrangeira.
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