Análise microclimática de um edifício histórico em clima temperado: limites sustentáveis para a correta conservação dos materiais
Palavras-chave:
Conservação preventiva, microclima, temperatura, humidade relativa, edifícios históricos, inércia térmica.Resumo
Apesar da reconhecida importância conferida ao estudo microclimático em edifícios históricos para a correta conservação de suas coleções e objetos de relevância histórica e cultural, o conhecimento acerca de seu comportamento em climas temperados é ainda reduzido. Ao longo das últimas décadas surgiram diferentes especificações focadas nas necessidades higrotérmicas dos materiais. Nesse campo, a abordagem dinâmica, baseada no microclima histórico, gerou um amplo consenso entre os especialistas, como meio de alcançar intervalos sustentáveis de temperatura e umidade relativa. Este estudo visou classificar de forma clara o microclima interior de um edifício histórico em clima temperado – Igreja de São Cristóvão, em Lisboa –, com o objetivo de verificar a qualidade microclimática para a conservação dos materiais e validar possíveis alterações. Para tal, utilizou-se um sistema de monitoramento continuo entre novembro de 2011 e agosto de 2013, com registros a cada 10 min, utilizando-se diversos sensores de temperatura e umidade relativa. O microclima foi classificado de acordo com a especificação ASHRAE – Handbook HVAC Applications, Chapter 21: Museums, galleries, archives and libraries. Constatou-se elevada estabilidade climática natural, que não justifica a implementação de sistemas de climatização.
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