Paisagem sonora como elemento da experiência museológica
estudo de caso no Museu do Ipiranga
Palavras-chave:
Acústica, Museus, Interpretação da arte, Paisagem sonoraResumo
Museus unem educação, entretenimento e exposição na experiência do visitante. A paisagem sonora em ambientes museológicos afeta a interpretação da arte e a fruição espacial. A caracterização acústica desses espaços justifica-se, portanto, por orientar projetos segundo preceitos de conforto acústico. Este estudo objetiva avaliar quantitativa e qualitativamente a experiência do visitante perante a paisagem sonora museológica. O estudo de caso ocorreu no Salão Nobre do Museu do Ipiranga, na cidade de São Paulo, em dia aberto à visitação, com medições acústicas e aplicação de questionários, segundo a norma ISO 12913 e um método simplificado da norma brasileira NBR 10152. Os resultados fornecem nível de pressão sonora contínuo equivalente com ponderação A médio de 61,3 dB, acima das recomendações normativas brasileiras para museus. Com relação à identificação das fontes sonoras percebidas, a maioria do público respondente identificou sons de atividades humanas, ao passo que sons naturais foram minimamente percebidos. Apesar do valor acima do recomendado, a paisagem sonora do ambiente foi avaliada como agradável. Este trabalho contribui para futuras investigações e reforça a relevância da paisagem sonora em projetos de museus.
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