Dependência de empregada: tradição nos edifícios de apartamentos do bairro Farol em Maceió, AL
Palabras clave:
dependência de empregada, edifício multifamiliar, apartamentosResumen
A presença da empregada doméstica nos lares brasileiros de alta e média renda é um fator cultural. Com o crescente processo de verticalização, os edifícios de apartamentos incluíram a dependência de empregada no setor de serviço e com acesso distinto do social. O objetivo do presente artigo é traçar a trajetória da dependência de empregada nos edifícios multifamiliares altos construídos no tradicional bairro Farol (ZR 7 e ZR8), na cidade de Maceió, AL, durante o período de 1960 a 2010. Utilizou-se como banco de dados pesquisas realizadas pelo gEPA/FAU/UFAL. Observou-se que, nas décadas de 1960 e 1970, todos os apartamentos no bairro possuíam dependência de empregada; apenas na década de 1980 surgiu o primeiro edifício de apartamentos com dormitório reversível. Na década de 1990, a dependência de empregada permaneceu nas tipologias de apartamentos de 3 e 4 dormitórios e somente durante a década de 2000 surgiram os primeiros apartamentos sem dependência de empregada. Conclui-se que a presença da dependência de empregada prevaleceu sobre a oferta de apartamentos produzidos nas cinco décadas analisadas, e que as mudanças anunciadas pela legislação trabalhista de 1988 não alteraram ainda a oferta do mercado imobiliário para usuários de rendas mais elevadas.
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