Procedimentos de limpeza aplicados na conservação de ladrilhos de marmorite do início do século XX

Autores

  • Brena Tavares Bessa UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ - UFPA
  • Thais Alessandra Bastos Caminha Sanjad UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ - UFPA
  • Carolina de Souza Leão Macieira Gester FACULDADE ESTÁCIO DE BELÉM, FACULDADE METROPOLITANA DA AMAZÔNIA - FAMAZ

Palavras-chave:

Marmorite, LASER, bentonita

Resumo

Ladrilhos de marmorite são constituídos por argamassas pigmentadas compostas de agregado mineral moído, cimento (normal, branco ou pigmentado) e areia. O agregado mineral é denominado granitina, responsável pelo efeito decorativo das peças. Em Belém, PA, Brasil, a origem da utilização desses ladrilhos data do início da importação de materiais de construção no contexto da industrialização. Os ladrilhos de marmorite são alvo das ações intempéricas e antrópicas que resultam em diversas anomalias, cujo tratamento depende das especificidades de seus constituintes. O objetivo deste trabalho é verificar a eficácia das técnicas de limpeza mecânica com água e sabão neutro, emplastro químico de bentonita e laser nas amostras de ladrilho de marmorite de cimento. Nos resultados obtidos por meio de medições de brilho e cor após diagnóstico por avaliação visual, a limpeza a laser apresentou resultados superiores, especialmente nas cores branco, preto e rosa. Entretanto, a técnica causou modificações nas propriedades de brilho do material. Já o emplastro de bentonita obteve resultados satisfatórios, especialmente na cor verde, sem provocar alterações no brilho das amostras. A pesquisa visa iniciar estudos de aplicação do laser em ladrilhos de marmorite para que, posteriormente, a técnica torne-se viável para outros produtos similares, de origem calcária e cimentícia.

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Biografia do Autor

Brena Tavares Bessa, UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ - UFPA

Graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Pará, M.Sc. em Arquitetura e Urbanismo pelo Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Pará, colaboradora do Laboratório de Conservação, Restauração e Reabilitação (LACORE). Atualmente é Professora Substituta da Faculdade de Engenharia Civil (FEC) da Universidade Federal do Pará (UFPA).

Thais Alessandra Bastos Caminha Sanjad, UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ - UFPA

Professora Associada da Universidade Federal do Pará (UFPA). Diretora de Programas Estratégicos (DPE) da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (2017 - Atual). Membro do corpo docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (PPGAU) desde 2010. É Coordenadora de Pesquisa do Laboratório de Conservação, Restauração e Reabilitação (LACORE) desde 2006. Professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) desde 2005. Arquiteta e Urbanista, com mestrado em Arquitetura e Urbanismo, na área de Conservação e Restauro, e doutorado em Geologia e Geoquímica, na área de Mineralogia Aplicada. Criou o LACORE em 2006 e implantou e coordenou o PPGAU entre 2010-2012. É membro do ICOMOS Brasil e consultora ad hoc da CAPES. É presidente da Associação Nacional de Pesquisa em Tecnologias e Ciências do Patrimônio (ANTECIPA). Participou do Grupo Técnico Documento de Área e Ficha de Avaliação 2013 da área de Arquitetura e Urbanismo e Design da CAPES em 2012 e 2013.

Carolina de Souza Leão Macieira Gester, FACULDADE ESTÁCIO DE BELÉM, FACULDADE METROPOLITANA DA AMAZÔNIA - FAMAZ

Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Pará (2010) e mestrado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal da Bahia (2013).

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Publicado

2019-12-10

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