Integração de métodos digitais e tradicionais na documentação do patrimônio em madeira

Museu da Bacia do Paraná

Autores

Palavras-chave:

fotogrametria digital, patrimônio em madeira, VANT, preservação patrimonial, HBIM

Resumo

Este artigo avalia a viabilidade técnica e operacional de um protocolo híbrido integrando levantamento manual tradicional e fotogrametria digital com Veículo Aéreo Não Tripulado como estratégia de transição progressiva do levantamento convencional para a documentação digital de edificações históricas em madeira em contextos regionais com restrições de recursos. O protocolo foi aplicado ao edifício-sede do Museu da Bacia do Paraná (MBP), em Maringá, Brasil, em três fases: levantamento manual, fotogrametria com UAV (DJI Mini 4 Pro / Agisoft Metashape) e integração comparativa dos dados em ambiente HBIM. Os resultados indicam que a abordagem híbrida corrigiu inconsistências geométricas não identificadas pelo levantamento manual, especialmente na cobertura, reduzindo o tempo de coleta de dados em campo de aproximadamente dois meses para 22 minutos. O estudo sugere que workflows híbridos são viáveis mesmo com operadores em fase de aprendizado e equipamentos de baixo custo, apoiando a adoção gradual da documentação digital na prática patrimonial regional.

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Biografia do Autor

Bianca Amorim Sena Souza, Universidade Estadual de Londrina

Mestranda no Programa Associado de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo – PPU UEM/UEL. Graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUCPR (2020), com formação complementar pela Università degli Studi di Ferrara (Itália, 2018–2020), por meio de programa de dupla diplomação. Realizou intercâmbios acadêmicos na Universidad Nacional de Asunción (Paraguai, 2017) e no Instituto Tecnológico de Monterrey (México, 2014). Desenvolve pesquisa com foco na documentação arquitetônica de edificações históricas em madeira, atuando com tecnologias digitais como fotogrametria e nuvem de pontos. Possui experiência profissional no setor público e em escritórios de arquitetura e engenharia, com atuação em projetos de médio e grande porte desenvolvidos em ambiente BIM.

João Guilherme Tegoni Oliveira, Universidade Estadual de Maringá

Estudante de Arquitetura e Urbanismo na UEM desde 2021, integra pesquisa, inovação e prática projetual voltadas a desafios socioambientais. Atuou na liderança estudantil como presidente do Centro Acadêmico e diretor da FeNEA, com participação ativa em políticas públicas e na articulação com o CAU/BR. Cofundador do escritório modelo ARCO, desenvolve projetos com foco em comunidades marginalizadas. Pesquisa arquitetura contemporânea, patrimônio e materiais sustentáveis, com experiências em iniciação científica e intercâmbio no MITACS Globalink, na Universidade de Toronto. Estagia no Austral Studio, atuando em concursos e projetos de arquitetura pública com ênfase em impacto social e sustentabilidade.

Mauricio Hidemi Azuma, Universidade Estadual de Londrina

Graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Estadual de Londrina (1995) e mestre em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (2001). Doutor pelo Instituto de Arquitetura e Urbanismo da USP- São Carlos (Programa DINTER IAU/UEM/UEL) onde desenvolveu atividades como pesquisador no Grupo Arquitec. Atualmente é docente adjunto do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual de Londrina- UEL, atuando como docente e pesquisador na graduação e no Programa Associado UEM-UEL de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (PPU-UEM/UEL). Vice-líder do Grupo de pesquisa ARQ3 - Processo, Projeto e Comunicação na Arquitetura, atuando principalmente com os temas: Metodologia de projeto, Habitação de Interesse social, tecnologias digitais em arquitetura, BIM, Modelos tridimensionais, modelagem geométrica e prototipagem e materialização digital

Ricardo Dias Silva, Universidade Estadual de Maringá

Professor Associado - C. Membro do Programa Associado de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo - PPU UEM/UEL e do curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual de Maringá - UEM. Doutor (2010) e mestre (2000) em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo - USP. Vice-Reitor (2018-2022), Diretor do Centro de Tecnologia - CTC (2012-2016), Chefe do Departamento de Arquitetura e Urbanismo (2016 a 2018 e 2010 a 2012) e Coordenador do Programa Associado de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (2023-2025) da UEM. Professor do curso de graduação de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual de Londrina - UEL (1998 - 2008). Assessor da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP. Bolsista produtividade da Fundação Araucária. Pesquisador do LAPHA - Laboratório de Pesquisa em Habitação e Assentamentos Humanos. Membro do NAPI Wood Tech. Tem experiência na área de Arquitetura e Urbanismo, com ênfase em Projeto da Edificação, atuando principalmente nos seguintes temas: arquitetura em madeira, habitação de interesse social. patrimônio arquitetônico em madeira e políticas públicas. Atualmente tem se dedicado ao levantamento, estudo e inventario da arquitetura popular em madeira na região norte do estado do Paraná - Brasil e ao estudo de sistemas construtivos inovadores em madeira.

Publicado

15.10.2026

Como Citar

SOUZA, Bianca Amorim Sena; OLIVEIRA, João Guilherme Tegoni; AZUMA, Mauricio Hidemi; SILVA, Ricardo Dias. Integração de métodos digitais e tradicionais na documentação do patrimônio em madeira: Museu da Bacia do Paraná. Ambiente Construído, [S. l.], v. 26, 2026. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/ambienteconstruido/article/view/155222. Acesso em: 16 out. 2026.

Edição

Seção

Edição especial SBQP 2025

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