Compósitos termofixos vegetais

absorção de água e retenção das propriedades mecânicas após intemperismo

Autores

Palavras-chave:

Biopolímero, Biofibra, Termorrígido, Durabilidade, Degradação

Resumo

Buscando ampliar a aplicação dos compósitos termofixos, esta pesquisa objetiva identificar as bioresinas e biofibras mais resistentes às intempéries, de modo a possibilitar seu uso externo. Foram levantados dados de pesquisas científicas experimentais sobre compósitos termofixos com matriz sintética ou vegetal e fibras vegetais ou híbridas, com diferentes processos de moldagem, geometrias de reforço, alinhamento e tratamento das fibras vegetais e frações fibras/matriz. Buscou-se trabalhos que estudaram as resistências à tração e à flexão; a absorção de água dos compósitos em 24h de imersão e até a saturação; e sua retenção das resistências mecânicas após envelhecimento acelerado ou natural. Investigou-se a influência do tipo de matriz e de fibra e de suas frações nessas propriedades. Os resultados indicam que compósitos de matriz vegetal e com fibras híbridas ou de sisal são os que menos absorvem água em 24h, e que compósitos com linho possuem a menor absorção de água na saturação e maior retenção da resistência à tração após o envelhecimento. Isto é, esses compósitos sofrem menos danos devido às intempéries e, assim, possuem o maior potencial para uso externo. Porém, independentemente da fibra, conforme sua quantidade aumenta, diminui a retenção da resistência à flexão dos compósitos, limitando sua aplicação.

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Biografia do Autor

Bernardo Zandomenico Dias, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo

Arquiteto e Urbanista e mestre em Engenharia Civil (área de concentração: Construção Civil). Atua principalmente nos seguintes temas: materiais de construção, compósitos poliméricos, sistemas construtivos, edificações em ilhas oceânicas e em áreas isoladas e edificações sustentáveis. No escritório Ponto Arquitetura, desenvolveu e auxiliou na elaboração de projetos arquitetônicos, maquetes eletrônicas e imagens 3D de edifícios residenciais, comerciais e institucionais, nas fases de estudo preliminar, ante-projeto e projeto executivo. Atuou como pesquisador e arquiteto no Laboratório de Planejamento e Projetos da Universidade Federal do Espírito Santo (LPP-UFES), realizando trabalhos de campo, inspeções e elaboração de relatórios e laudos técnicos de edifícios e terrenos em ilhas oceânicas e auxiliando na orientação de alunos bolsistas de iniciação científica. Lecionou nas Faculdades Multivix, Unidade São Mateus (ES), nos cursos de Arquitetura e Urbanismo e de Engenharia Civil. Foi arquiteto em designação temporária na Prefeitura Municipal da Serra (ES), elaborando projetos de arquitetura, analisando orçamentos, projetos arquitetônicos e complementares e fiscalizando contratos de serviços de engenharia e arquitetura com a administração pública. Atualmente é doutorando em Arquitetura e Urbanismo (área de concentração: Tecnologia da Arquitetura) na Universidade de São Paulo (USP).

Cristina Engel de Alvarez, Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Espírito Santo

Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (1987), mestrado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo (1996) e doutorado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo (2003). Atualmente é diretor presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo, colaboradora - Universidad de Oviedo, co-guia no curso de doutorado em arquitetura - Universidad del Bío-Bio e professor titular da Universidade Federal do Espírito Santo. Tem experiência na área de Arquitetura e Urbanismo, com ênfase em Tecnologia de Arquitetura e Urbanismo, atuando principalmente nos seguintes temas: sustentabilidade, conforto, antartica, meio ambiente e planejamento.

Leila Cristina Meneguetti, Escola Politécnica da Universidade de São Paulo

Engenheira Civil pela Universidade Federal de Santa Maria (1996), mestre em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Santa Catarina (1999) e doutora em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2007). Pós-doutorado pela Universidade de São Paulo (2013) e pela Universidade de Bath (2020). Professora da área de Sistemas Estruturais no Departamento de Engenharia de Estruturas e Geotécnica e do Programa de Pós-graduação em Engenharia Civil da Escola Politécnica da USP. É coordenadora do Grupo de Inovação em Sistemas Estruturais, grupo de pesquisa atuante na interface entre a engenharia de estruturas e a arquitetura. Criadora do estúdio Lightboard da USP para gravação de videoaulas, dedica-se com muito prazer ao ensino de estruturas para estudantes de arquitetura, sendo uma grande entusiasta de atividades hands-on para o desenvolvimento e a compreensão de seus conceitos. Especializada em análise experimental de estruturas e reforço de estruturas de concreto com materiais compósitos. Atua na pesquisa de sistemas estruturais inovadores e aplicação de materiais compósitos sustentáveis.

Arthur Hunold Lara, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo

Atualmente é Professor Associado (Livre-Docente) da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU USP). Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela FAU USP (1983), especialização em Arte Educação pela Escola de Comunicações e Artes (ECA USP) (1990), mestrado (1996) e doutorado (2002) em Ciências da Comunicação pela ECA USP. Atual vice-coordenador no curso de Pós-graduação Interunidades em Estética e História da Arte da Universidade de São Paulo (PGEHA USP). Coordenador do Grupo de Pesquisa NÉBULA CNPq e do Laboratório Didático e de Pesquisa Materiais e Estruturas Arquitetônicas (LABMAT) na FAUUSP. Tem experiência na área de Arte e Comunicação com ênfase em Arte Urbana. Atua principalmente nos seguintes temas: arquitetura extrema e uso de Fabricação Digital (FD), materiais compósitos de alto desempenho em ambientes urbanos sensíveis, mobiliário urbano, abrigos e estruturas leves objetivando acessibilidade, mobilidade e sustentabilidade. Também pesquisa: produção e circulação da arte urbana na contemporaneidade, coletivos, performances e instalações.

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Publicado

11.01.2024

Como Citar

DIAS, B. Z.; ALVAREZ, C. E. de; MENEGUETTI, L. C.; LARA, A. H. Compósitos termofixos vegetais: absorção de água e retenção das propriedades mecânicas após intemperismo. Ambiente Construído, [S. l.], v. 24, 2024. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/ambienteconstruido/article/view/127325. Acesso em: 14 abr. 2024.

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