A ressignificação da praça pública e do sebo como lugares de mediação cultural
DOI:
https://doi.org/10.19132/1808-5245251.239-266Palabras clave:
Mediação cultural. Leitura. Espaços públicos. Praça do sebo. Recife.Resumen
O trabalho apresenta parte de uma pesquisa etnometodológica, iniciada em julho de 2013, acerca da Praça do Sebo, localizada no centro da cidade do Recife, que desde 1981 abriga alfarrabistas, distribuídos em 19 boxes, tornando-se um espaço único na cidade para venda de livros antigos, novos, raros e usados. Procurou-se entender o conceito de praça pública e sua importância para a configuração da cidadania, a fim de estabelecer uma possibilidade de ressignificação dos espaços urbanos a partir da mediação cultural. Situa historicamente a relação dos sebos e livreiros com o espaço na construção de memórias coletivas e aborda a problemática do bibliotecário como produtor e mediador de cultura. Apresenta as práticas do projeto #MovimentePraçaDoSebo e alguns resultados alcançados, relatando as experiências e ações culturais já realizadas ao longo de seu desenvolvimento.
Descargas
Citas
ABBAGNANO, N. Dicionário de filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 1998.
ALBERTIM, M. Praça do Sebo. In: PORTAL VERMELHO. São Paulo: AssociaçãoVermelho, 2012.
ALMEIDA, M. C. B. A ação cultural do bibliotecário: grandeza de um papel e limitações da prática. Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, São Paulo, v. 20, n. 14, p. 31-38, jan./dez. 1987.
AMORIM, A. C. Sebos e o acesso a memória escrita na cidade de Fortaleza/CE: um estudo preliminar. In: SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA, 27., 2013, Natal. Anais... Natal: Associação Nacional de História, 2013.
ANDRADE, T. B.; BOVO, M. C. A significação e a dinamicidade social dos espaços públicos urbanos: a história de duas praças e uma rua em Campo Mourão/PR. Geografia em atos, Presidente Prudente, v. 1, n. 11, 88-94, 2011.
ANTUNES, G. A. S. A organização da informação em sebos de Porto Alegre. 2010. Trabalho de conclusão de curso (Bacharelado em Biblioteconomia) - Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2010.
BAKHTIN, M. A cultura popular na Idade Média e no Renascimento: o contexto de François Rabelais. Tradução Yara Frateschi. São Paulo: Hucitec, 2008.
BAKHTIN, M. Para uma filosofia do ato responsável. São Carlos: Pedro & João, 2010.
CABRAL, A. M. R. Ação cultural: possibilidades de atuação do bibliotecário. In: VIANNA, M. M.; CAMPELLO, B.; MOURA, V. H. V. Biblioteca escolar: espaço de ação pedagógica. Belo Horizonte: UFMG, 1999. p. 39-45.
CALDEIRA, J. M. A praça brasileira: trajetória de espaço urbano – origem e modernidade. 2007. Tese (Doutorado em História) - Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2007.
CAVAGLIERI, M.; STEINDEL, G. E. Um lugar para observar, conversar, ler, comprar – livros e outros suportes de informação e lazer: uma análise dos sebos da cidade de Florianópolis. Informação & Sociedade: Estudos, João Pessoa, v. 19, n. 3, p. 55-64, set./dez. 2009.
COELHO NETO, J. T. O que é ação cultural. São Paulo: Brasiliense, 2001. (Coleção primeiros passos, 216).
COELHO NETO, J. T. Usos da cultura: políticas de ação cultural. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1989. (Educação e comunicação, v. 16).
DE ANGELIS, B. L. Domingues et al. Praças: História, Usos e Funções. Maringá: EDUEM – Ed. Universidade de Maringá. 2005. (Fundamentum, 15).
DELGADO, M. C. Cartografia sentimental de sebos e livros. Belo Horizonte: Autêntica, 1999.
ELLIOT, J. La investigación-accióneneducación. Tradução de Pablo Manzano. 3. ed. Madrid: Morata, 1997.
FARIAS, P. A. Entrevista concedida a Ana Carolina Sobral. Entrevistadora: Ana Carolina Sobral. Recife: [s.n.], 10 maio 2015.
FRANCE. Ministère de l'équipement et du logement, Plan urbain, Direction de l'architecture et de l'urbanisme. Délégation à la recherche et à l'innovation. Espaces Publics: groupe de travail. Paris: La Documentation Française, 1988.
FREIRE, P. Educação Como Prática da Liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1975.
FREITAS, L. Uma outra leitura para a Praça do Sebo. Jornal do Commercio, Recife, 16 fev. 2014.
JOSÉ FILHO, B. Ação cultural: atuação do bibliotecário como agente cultural na sociedade contemporânea. 2009. Trabalho de conclusão de curso (Bacharelado em Biblioteconomia) - Centro Universitário de Formiga, Formiga, 2009.
LIMA, M. Sebos uma atividade que vai do antigo ao contemporâneo. Revista Eletrônica do Grupo Educacional Uninter. Curitiba, n.52, agosto 2009.
LOUZADA, R. L. Uso e ocupação privativa de áreas públicas para fins comerciais. Itambé: [s.n.], 2011.
MAGNANI, J. G. De perto e de dentro: notas para uma etnografia urbana. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v. 17, n. 49, p. 11-29, 2002.
MANSUR, André Lemos. Exaltação aos sebos. O Globo, Rio de Janeiro, 25 set. 2007. Blog Paralelos.
MENEZES, C. Degradação: Praça do Sebo sofre com falta de estrutura. Portal Imprensa, 2006.
MULLER, S. P. M. Biblioteca e sociedade: evolução da interpretação de função e papéis da biblioteca. Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte, v. 13, n. 1, p. 7-54, mar. 1984.
NASCIMENTO, M. P. A Praça do Sebo e o mercado livreiro no Recife. In: CONGRESSO INTERNACIONAL DE LITERATURA NORDESTINA, 1., 1988, Anais... Recife: Universidade Federal de Pernambuco/Editora Universitária, 1988. p. 28-32.
PERROTTI, E. PIERUCCINI, I. A mediação cultural como categoria autônoma. Informação & Informação, Londrina, v. 19, n. 2, p. 01-22, out. 2014.
ROBBA, F.; MACEDO, S. S. Praças Brasileiras. São Paulo: EDUSP, 2003.
SARACEVIC, T. Ciência da informação: origem, evolução e relações. Perspectivas em ciência da informação, Belo Horizonte, v. 1, n. 1, p. 41-62, jan./jun. 1996.
SILVA, C. S. C. et al. Ressignificação da experiência de Orientação Profissional. Revista Brasileira de Orientação Profissional, São Paulo, v. 9, n. 1, jun. 2008.
SOUSA, R. O.; OLIVEIRA, C. E. A praça como lugar da diversidade cultural. In: FORÚM DE EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE, 4., 2010, Tangará da Serra. Anais... Tangará da Serra: UNEMAT, 2010.
WERSIG, G., NEVELlNG, U. The phenomena of interest to information science. Information Scientist, v.9, p. 127-140, 1975.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2018 Hélio Márcio Pajeú, Ana Carolina Correia Sobral

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Autores que publican en esta revista están de acuerdo con los siguientes términos:
Los autores mantienen los derechos autorales y ceden a la Revista el derecho de la primera publicación, con el trabajo licenciado bajo la Licencia Creative Commons Attribution (CC BY 4.0), que admite compartir el trabajo con reconocimiento de la autoria.
Los autores tienen autorización para asumir contratos adicionales en forma separada, para la distribución no exclusiva de la versión del trabajo publicada en esta Revista, como para publicar en repositorio institucional, con reconocimiento de autoria y publicación inicial en esta Revista.
Los artículos son de acceso abierto y gratuitos. Según la licencia, usted debe dar crédito de manera adecuada, brindar un enlace a la licencia, e indicar si se han realizado cambios. No puede aplicar términos legales ni medidas tecnológicas que restrinjan legalmente a otras a hacer cualquier uso permitido por la licencia.







