O corpo feminino como a primeira colônia
fronteiras simbólicas e violência de gênero em Cidade Juárez (1993-2023)
DOI:
https://doi.org/10.22456/2178-8839.146630Palavras-chave:
Cidade Juárez; Feminismo Decolonial; Feminicídios; Fronteiras físicas e simbólicas; Crime OrganizadoResumo
Este estudo investiga o impacto das fronteiras físicas e simbólicas na perpetuação da violência contra as mulheres em Cidade Juárez, examinando como o crime organizado e o tráfico humano contribuem para essa realidade. A pesquisa parte da hipótese de que a violência de gênero na região opera como um mecanismo de demarcação territorial e que os feminicídios podem servir como cortina de fumaça para dinâmicas mais complexas de domínio e exploração. O objetivo geral da pesquisa é analisar o impacto das fronteiras físicas e simbólicas na perpetuação da violência de gênero em Cidade Juárez, considerando o papel do crime organizado e das estruturas coloniais na manutenção dos feminicídios. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, com análise documental e bibliográfica, com uso de dados oficiais, relatórios governamentais como os da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, documentos internacionais e estudos acadêmicos. O referencial teórico fundamenta-se no feminismo decolonial latino-americano, especialmente nas contribuições de Rita Laura Segato, María Lugones, Rosalba Icaza, Lélia Gonzalez, Ochy Curiel e Verónica Gago. Por fim, os resultados indicam que as fronteiras são espaços de intensificação da violência patriarcal, nos quais a exploração econômica, o tráfico de pessoas e a impunidade colaboram para a perpetuação dos feminicídios.
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Aceito 2025-11-19
Publicado 2026-02-18


