Ativos Intangíveis e Estrutura de Propriedade: Evidências no Mercado Brasileiro
Palabras clave:
Ativos Intangíveis, Intangibilidade, Estrutura de PropriedadeResumen
Objetivo: O presente estudo tem como objetivo analisar as influências da estrutura de propriedade no nível de intangibilidade das empresas.
Método: A proxy de intangibilidade adotada refere-se a divisão entre o valor de mercado do Patrimônio Líquido e o seu valor contábil. A amostra foi composta por 92 empresas brasileiras de capital aberto no período entre 2014 a 2019. Utilizou-se de regressão linear com dados em painel e controle de efeitos aleatórios.
Originalidade/Relevância: O trabalho explora a intersecção entre ativos intangíveis e estrutura de propriedade. Tendo em vista a característica do mercado brasileiro de elevada concentração de capital e as constatações empíricas de que empresas intangível-intensivas são mais financiadas por capital próprio, torna-se necessário estudar a relação entre ativos intangíveis e aspectos ligados à governança corporativa, como estrutura de propriedade e controle, lacuna que a presente pesquisa pretende explorar.
Resultados: Constatou-se que a concentração de propriedade exerce influência positiva no nível de intangibilidade, enquanto a concentração de controle exerce influência negativa. Além disso, observou-se que o efeito negativo da concentração de controle é mais forte que o efeito positivo da concentração de propriedade.
Contribuições: O trabalho provê subsídios para auxiliar no entendimento sobre como o mercado precifica a concentração de propriedade e controle, contribuindo com a comunidade acadêmica e ambiente corporativo a partir de novas evidências para discussões e ampliação da literatura.
Descargas
Citas
Almeida, V. R., & Jordão, R. V. D. (2017). Análise dos efeitos do capital intelectual na lucratividade das empresas brasileiras. Revista Universo Contábil, 13(4), 104-126.
Axtle-Ortiz, M. A. (2013). Perceiving the value of intangible assets in context. Journal of Business Research, 66, 417-424.
Berle, A., & Means, G. C. (1932). The modern corporation and private property. New York: Harcourt, Brace & World.
Brown, S., Lo, K., & Lys, T. (1999). Use of R2 in accounting research: measuring changes in value relevance over the last four decades. Journal of Accounting and Economics, 28(2), 83-115.
Brown, J. R., Martinsson, G., & Petersen, B. C. (2013). Law, Stock Markets and Innovation. The Journal of Finance, 68(4), 1517-1549.
Caixe, D. F., & Krauter, E. (2013). A Influência da Estrutura de Propriedade e Controle sobre o Valor de Mercado Corporativo no Brasil. Revista de Contabilidade e Finanças, 24(62), 142-153.
Cavalcanti, J. M. M., Amaral, H. F., Correia, L. F., & Roma, C. M. S. (2020). Os ativos intangíveis têm importância para os analistas financeiros do mercado de ações no Brasil? Revista Brasileira de Gestão de Negócios, 22, 518-538.
Claessens, S., Djankov, S., Fan, J. P. H., & Lang, L. H. P. (2002). Disentangling the incentive and entrenchment effects of large shareholdings. Journal of Finance, 57(6), 2741-2771.
Crisóstomo, V. L., Pinheiro, B. G., & Nakamura, W. T. (2020). Concentração de propriedade e emissão de ação: Evidência da América Latina. Revista Brasileira de Finanças, 18(4), 33-76.
Comitê de Pronunciamentos Contábeis. (2010). Pronunciamento Técnico CPC 04. Ativo Intangível. Brasília, DF, 05 nov, 2010.
Demsetz, H., & Lehn, K. (1985). The structure of corporate ownership: causes and consequences. Journal of Political Economy, 93(6), 1155-1177.
Edmans, A. (2011). Does the stock Market fully value intangibles? Employee satisfaction and equity prices. Journal of Financial Economics, 101(3), 621-640.
Eisfeldt, A. L., & Papanikolaou, D. (2014). The Value and Ownership of Intangible Capital. The American Economic Review, 104(5), 189-194.
Fama, E. F. (1970). Efficient capital markets: a review of theory and empirical work. Journal of Finance, 25(2), 383-417.
Feltham, G. A., & Ohlson, J. A. (1995). Valuation and cleans surplus accounting for operating and financial activities. Contemporary Accounting Research, 11, 689-731.
Ferla, R., Muller, S. H., & Klann, R. C. (2019). Influência dos ativos intangíveis no desempenho econômico de empresas latino-americanas. Revista Brasileira de Finanças, 17(1), 35-50.
Gujarati, D. (2019). Econometria. Princípios, Teoria e Aplicações Práticas. São Paulo: Saraiva.
Harris, M., & Raviv, A. (1988). Corporate Governance: Voting Rights anti Majority Rules. Journal of Financial Economics, 20(1), 203-235.
Himmelberg, C. P., Hubbard, R. G., & Palia, D. (1999). Understanding the determinants of managerial ownership and link between ownership and firm performance. Journal of Financial Economics, 53(3), 353 – 384.
Jensen, M. C., & Meckling, W. H. (1976). Theory of the firm: managerial behavior, agency costs and ownership structure. Journal of Financial Economics, 3(4), 305-360.
Júnior, J. B. A., Medeiros, O. R., Caldas, O. V., & Silva, C. A. T. (2019). Misvaluation e viés comportamental no mercado de ações brasileiro. Revista de Contabilidade e Finanças, 30(79), 107-122.
Kang, H. H., & Gray, S. J. (2014). Reporting intangible assets: voluntary disclosure practices of top emerging market companhies. International Business Review, 23, 55-62.
Kayo, E. K., & Famá, R. (2004). A estrutura de capital e o risco das empresas tangível-intensivas e intangível-intensivas. Revista de Administração, 39(2), 164-176.
Kayo, E. K., Kimura, H., Basso, L. F. C., & Krauter, E. (2006). Os fatores determinantes da intangibilidade. Revista de Administração Mackenzie, 7(3), 112-130.
La Porta, R., Shleifer, A., & Lopez-de-Silanes, F. (1999). Corporate ownership around the world. Journal of Finance, 54(2), 471-517.
Lauretti, C. M., Kayo, E. D., & Marçal, E. F. (2009). A Sobrerreação do Mercado à Informação Intangível. Revista Brasileira de Finanças, 7(1), 215-236.
Lev, B. (2001). Intangibles: management and reporting. Washington: Brookings.
Lev, B., & Gu, B. (2016). The End of Accounting and the Path Forward for Investors and Managers. New Jersey: Wiley.
Machado, J. H. (2014). Análise da influência da crise financeira de 2008 no nível de intangibilidade das empresas brasileiras de capital aberto. Revista Brasileira de Contabilidade, 208.
Machado, J. H., & Famá, R. (2011). Ativos intangíveis e governança corporativa no mercado de capitais brasileiro. Revista Contemporânea de Contabilidade, 8(16), 89-110.
Machado, J. H. (2023). Intangible Assets and Conservatism in the Brazilian Stock Market. Journal of Education and Research in Accounting, 17(1), 26-44. DOI: http://dx.doi.org/10.17524/repec.v17i1.3164
Marques, T. A., Guimarães, T. M., & Peixoto, F. M. (2015). A concentração acionária no Brasil: análise dos impactos no desempenho, valor e risco das empresas. Revista de Administração Mackenzie, 16(4), 100-133.
Martins, E. (1972). Contribuição à avaliação do ativo intangível. Tese de Doutorado, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil.
Mazzioni, S., Rigo, V. P., Klann, R. C., & Silva Jr., J. C. A. (2014). A relação entre a intangibilidade e o desempenho econômico: estudo com empresas de capital aberto do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (BRICS). Advances in Scientific and Applied Accounting, 7(1), 122-148.
Medrado, F., Cella, G., Pereira, J. V., & Dantas, J. A. (2016). Relação entre o nível de intangibilidade dos ativos e o valor de mercado das empresas. Revista de Contabilidade e Organizações, 10(28), 32-44.
Moura, G. D., Theiss, V., & Cunha, P. R. (2014). Ativos intangíveis e gerenciamento de resultados: uma análise em empresas brasileiras listadas na BM&FBovespa. Revista de Administração e Contabilidade da Unisinos, 11(2), 111-122.
Myers, S. C. (1984). The capital structure puzzle. The Journal of Finance, 39(3), 575-592.
Okimura, R. T., Silveira, A. D. M., & Rocha, K. C. (2007). Estrutura de Propriedade e Desempenho Corporativo no Brasil. Revista de Administração Contemporânea, 1(1), 119-135.
Peixoto, F. M., & Buccini, A. R. (2013). Separação entre propriedade e controle e sua relação com desempenho e valor de empresas brasileiras: onde estamos? Revista de Contabilidade e Organizações, 7(18), 48-59.
Perez, M. M., & Famá, R. (2006). Ativos intangíveis e o desempenho empresarial. Revista de Contabilidade e Finanças, 17(40), 7-24.
Rech, J. O., Schnorrenberger, D., & Lunkes, R. J. (2012). A análise comportamental dos ativos intangíveis: um estudo nas companhias da BM&FBovespa. Revista de Contabilidade e Controladoria, 4(2), 52-68.
Sampaio, J., Galluci, H., Silva, V. A. B., & Schiozer, R. F. (2020). Adoção obrigatória de IFRS, Governança Corporativa e Valor da Firma. RAE – Revista de Administração de Empresas, 60(4), 284-298.
Schwab, K. (2016). The Fourth Industrial Revolution. New York: Currency.
Silveira, A. D. M., Barros, L. A. B., & Famá, R. (2008). Atributos corporativos e concentração acionária no Brasil. Revista de Administração de Empresas, 48(2), 51-66.
Sonza, I. B., & Kloeckner, G. O. (2014a). Governança em estruturas proprietárias concentradas: novas evidências para o Brasil. Revista de Administração, 49(2), 322-338.
Sonza, I. B., & Kloeckner, G. O. (2014b). A Governança Corporativa Influencia a Eficiência das Empresas Brasileiras? Revista de Contabilidade e Finanças, 25(65), 145-160.
Sousa, D. G. G., & Cunha, M. F. (2020). A Influência do Nível de Intangibilidade na Maturidade das Dívidas das Empresas Listadas na B3. Revista Contabilidade, Gestão e Governança, 23(1), 76-92.
Sousa, E. F., & Galdi, F. C. (2016). The relationship between equity ownership concentration and earnings quality: evidence from Brazil. Revista de Administração, 51(4), 331-343.
Sprenger, K. B., Silvestre, A. O., Júnior, A. C. B., & Kronbauer, C. A. (2017). Intensidade das intangibilidades e desempenhos econômico-financeiros em empresas dos países do GLENIF. Revista de Gestão, Finanças e Contabilidade, 7(1), 121-148.
Teh, C. C., Kayo, E. K., & Kimura, H. (2008). Marcas, patentes e criação de valor. Revista de Administração Mackenzie, 9(1), 86-106.
Wu, K., & Lai, S. (2020). Intangible intensity and stock price crash risk. Journal of Corporate Finance, 64.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Os Direitos Autorais para o artigo publicado nesta revista são do autor, com direito de primeira publicação para a revista. Em virtude do artigo aparecer nesta revista de acesso público, de uso gratuito, com atribuições próprias, em aplicações educacionais e não-comerciais. Assim, o autor que tiver artigo aprovado no processo editorial autoriza a Revista Contexto a publicar a versão revisada do seu artigo. O autor que submete artigo para a Revista Contexto consente e declara que ele não foi publicado na íntegra em outro periódico e assume total responsabilidade por sua originalidade e teor, podendo incidir sobre o autor eventuais encargos decorrentes de reivindicação, por parte de terceiros, em relação à autoria do mesmo.